Livro: A Vaca na Estrada

018 De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia

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Porque a Índia

Há séculos a Índia atrai os ocidentais. No pássado os mercadores lusitanos, que instalaram uma feitoria em Goa no final do século XV. Atualmente, com toda certeza, até os viajantes que buscam um cenário exótico. Por sinal, nesse campo, o país tem muito a oferecer com suas cidades, templos, palácios, fortalezas.
Abaixo: Mapa da índia

E ainda mais, a visita à Índia vale pelo povo, seus costumes, suas cidades, suas multidões coloridas. Ou seja perambular a esmo pelas cidade. Circular entre vendedores, mendigos, sikhs com turbantes, astrólogos de rua, videntes que lêem mãos, encantadores de venenosas najas e sadhus. A propósto, shadus são os “homens santos” que vagueiam pelo país, misto de filósofos e mendigos.

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De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia

Enfim, compreendi, ao perambular por suas cidades, que a Índia faz despertar todos nossos cinco sentidos. A Índia, portanto, não é apenas para ser vista, mas para ser sentida, ouvida e até cheirada. E, mesmo, com cuidado, degustada… Ou seja, se visitar a Índia, não deixe de conhecer sua culinária. Aliás, falando nisso, vá devagar. A maioria dos pratos são super apimentados!

De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia

A Índia afeta até nossa visão de mundo

Muitos brasileiros que visitaram a Índia e permaneceram um bom tempo por lá, voltaram para o Brasil confusos Perdidos, assim, entre sentimentos contraditórios. Quando deixei a Índia no final da minha primeira viagem de vários meses pelo país, alguma coisa igualmente havia se passado comigo.

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Era o mesmo e não era. A Índia tem o dom de afetar a visão de mundo das pessoas, de modificar seu jeito de ser. Logo aprendi que, para se dar bem na Índia é preciso ser mais tolerante, menos reclamão. Em outras palavras, nunca esperar que as coisas saiam exatamente como esperamos. Precisei ainda, igualmente me conformar com a os pequenos restaurantes onde comíamos. Com a higiene, para nós sempre suspeita. Mas, igualmente, com a frugalidade, com os bolinhos de pimenta empanados.

De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia

A única coisa teoricamente livre de germes era o chá, por ser fervido. A viagem era, na época, portanto, essa. Ou seja, a Índia não é para qualquer um. Se não estiver preparado, é melhor ir para a Disney…
Enfim, hoje a Índia não é como há décadas atrás. Hotéis modernos são comuns, muitos com piscina e todo conforto. Nas grandes cidades indianas você também dispões igualmente de bons restaurantes igualmente. Não fique, portanto com medo de sofrer!

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Aprendi, entretanto, com o tempo a gostar da Índia. Em resumo, o país, recompensa o sacrifício com cenas e riquezas de hábitos e culturas de uma civilização muito diferente da nossa. Uma inacreditável diversidade em todos os sentidos. Por isso voltei várias vezes!

Um povo de grande diversidade

Igualmente, não me canso de me surpreender com a diversidade do povo: alguns indianos têm pele bem clara, enquanto outros são tão negros como africanos. A diferença, porém é que embora negros, eles tenham cabelos e traços fisionômicos semelhantes aos caucasianos.
Quando ando por lá vejo pessoas vestidas à ocidental, sobretudo em Delhi, assim como outras com trajes típicos — a calça pajama e a túnica kurta, geralmente brancas, para os homens. Ótimas para o verão! Geralmente, porém, nas grandes cidades, boa parte da população masculina usa jeans e camiseta mesmo, como nós.

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De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia

Os homens indianos também, quando não usam as roupas brancas mais tradicionais, como o pajama e a kurta, adoram tons fortes. Aliás, mesmo quando usam roupas ocidentais, como terno e gravata apreciam igualmente camisas de cores que poucos brasileiros adotariam. Já, por exemplo, os sikhs às vezes combinam seus turbantes com as cores das camisas.

De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia
A kurta e o pajama

Os saris

As mulheres, entretanto, mais raramente usam roupas ocidentais. Ou seja, usam belos saris ou salwar kameez e delicadas pedras, preciosas ou não, incrustadas no nariz. As casadas ostentam a bindi, um pequeno círculo vermelho pintado na testa. Apenas os saris não são muito práticos para as turistas ocidentais, que se atrapalham ao tentar se enrolar naqueles sete metros de tecido, o salwar kameez.

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As roupas leves indianas são perfeitas para os meses mais quentes. A salwar é uma pantalona e a kameez, uma longa túnica com aberturas laterais.
O conjunto é completado por uma echarpe do tecido da salwar. Não é incomum, porém, usar-se a kameez, que às vezes tem estampas chamativas, com jeans.

A nova classe média indiana

Até os anos 1980, era evidente a diferença entre os padrões de vida das classes médias indiana e brasileira. O profissional liberal indiano, fosse médico, conomista, advogado, engenheiro ou professor universitário, vivia com relativa simplicidade, consumia menos que seu colega brasileiro e morava em uma casa simples, equipada com eletrodomésticos antiquados para nossos padrões.

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De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia

Até o final do século passado um dos carros mais comuns no país era o Ambassador, um modelo da década de 1960, bem menos sofisticado do que os automóveis utilizados no Brasil na mesma época. O carrinho, usado até hoje, não possuía ar condicionado, mas um pequeno ventilador giratório.
Atualizando: atualmente há carros muito mais modernos de origem coreana, japonesa etc.

A classe média brasileira e a indiana

É a globalização. Mas, ainda há grandes diferenças entre os estilos de vida da pequena burguesia na Índia e no Brasil. Causa estranheza para nós o elevado número de serviçais domésticos de uma família indiana de classe média ou média alta: cozinheiro, copeiro, motorista, jardineiro, faxineiro, segurança… Todos eles, homens. Isso acontece porque lá os salários dos empregados domésticos pesam pouquíssimo no orçamento familiar.

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De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia

Não estou afirmando que as donas de casa da classe média brasileira sempre tratem seus empregados a pão-de-ló, mas, na Índia, também chama a atenção do brasileiro o modo seco com que se tratam as pessoas que exercem tarefas mais humildes. Talvez isso seja um dos tristes resquícios do sistema de castas. Algumas pessoas já nascem se sentido superiores!

A Índia moderna

A Índia, porém, mudou demais, progrediu. Até o velho aeroporto de Nova Delhi, está moderno, mais bem organizado. Miséria ainda existe. Como no Brasil, aliás, onde quase metade da população não tem saneamento básico. Mas, quando circulei por terra pelo interior do país pela primeira vez tive que fazer um esforço para tolerar a sujeira.

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Até o aeroportos eram antiquados, confusos, desconfortáveis. Porém, isso mudou e muito. Hoje são tão modernos ou mesmo mais modernos do que os nossos, pelo menos na capital, Nova Delhi. Mas, ao sair do aeroporto em uma van moderna de traslado, não se espante se cruzar com uma carroça puxada por camelo…

Índia, que língua falar?

Embora os brasileiros adorem fazer piadas e imitar sotaques e expressões de outras regiões do país, falamos um só idioma. A Índia tem 22. O inglês foi um legado dos britânicos. Embora falado e escrito por apenas uns 5% dos indianos — os moradores de centros urbanos dotados de certa cultura —, o idioma inglês foi um fator de união no subcontinente. Afinal, regiões distantes ou mesmo vizinhas, uma muçulmana, outra hindu, por exemplo, falam línguas totalmente diferentes. Ou seja, o tamil, o hindi, o bengali, etc. Ou seja, quando visitar a Índia, terá que se comunicar em inglês, (a não ser que você fale direitinho hindi, bengali, madrasi etc…)

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De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia
Delhi, a língua é o hindi

O inglês, a língua da Índia

De qualquer modo, o inglês é uma das línguas oficiais. Enfim, idioma oficial, mas que nem todo mundo fala. Aliás, inglês falado na Índia tem uim sotaque bem particular, motivo de piadas até em filmes.
Até a escrita e o próprio alfabeto são por vezes diversos. Dessa forma, em Delhi a língua é o hindi, compreendido por uns 40% dos indianos, em Calcutá se fala Bengali, em Madras o idioma é o Madrasi. Em resumo: por isso, na época da independência, os textos políticos destinados a discussão nos quatro cantos do país eram redigidos em inglês ou não seriam compreendidos fora dos limites da sua zona linguística. Imaginem uma situação como essa no Brasil, com nosso presidente tendo que se dirigir em inglês a gaúchos, mineiros, paulistas…

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De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – Porque a Índia
Calcutá, onde se fala bengali

Sigam o relato:

Sigam esta aventura de carro pelas estradas da Ásia atravessando o Oriente mágico e éxotico que encantou milhares de jovens europeus. Uma experiência vivida pelo autor do livro “A Vaca na Estrada” por países como Turquia, Irã, Afeganistão, Paquistão, ÍndiaNepal


Veja a continuação desta postagem
: – Para entender a Índia

Explicação necessária

Como estive diversas vezes no país, o livro “A Vaca na Estrada”, inclui igualmente temas socio-culturais e algumas experiências vividas em outras viagens pelo subcontinente indiano.
Mumbay – Goa  – Os marajáso controle da natalidade – Arte na ÍndiaRajastão 1Rajastão 2 – Casamento à indianaViagem de trem na ÍndiaAs castas A colonização inglesa Gandhi  – Costumes, cultura Shiva e Jesus 

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De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” –

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