Cultura geral

Os loucos costumes no império romano. Que loucura!

Pedofilia e efebofilia é a mesma coisa?

Os costumes no Império Romano são para nos uma loucura. Um dos delitos sociais mais repugnantes no mundo moderno é a pedofilia, praticada mesmo nas famílias, mas também ocasionalmente nas igrejas católicas e evangélicas. Devem haver mais casos mas, sempre que possível, são abafados. Mas, vamos falar da efebofilia, que muita gente confunde com a pedofilia, quando, de fato, são coisas diferentes.

Qual a diferença?

Enquanto a pedofilia, é a abominável atração sexual de adultos por crianças, a efebofilia é atração por adolescentes de ambos os sexos, algo comum e aceito na Grécia antiga e na Roma dos Césares, quando muitos homens, mesmo os casados tinham seu amiguinhos adolescentes, ou efebos. (Por exemplo, um homem de 66 anos, casado, cobiçar, adolescentes porque “pintou um clima…)

Dois imperadores romanos cruéis, pedófilos e efébolos

Os costumes no Império Romano, que loucura! A origem do nome efebofilia

O termo efebofilia, vem da palavra efebo, de origem grega (efebo é mais ou menos o equivalente de “adolescente”). Trata-se assim, da atração de homens adultos por adolescentes imberbes. Só as virgens, filhas de famílias livres, tinham que ser respeitadas. Enfim, como a efebofilia era comum, incluindo, é claro, a sodomia, não sabemos até onde ia esse respeito pelas virgens de boa família… Essas práticas eram comuns, mesmo (e principalmente) por certo imperadores, como Nero e Calígula, pedófilos e apreciadores da efebofilia, nas quais frequentemente incluiam práticas cruéis. Nero possuía uma palacete em Capri, com uma piscina onde se rodeava de crianças a quem chamava seus “peixinhos”. As homenagens a Baco, o deus do Vinho e dos prazeres eram bons pretextos para essas orgias.

As diferenças entre a sociedade romana e a grega

Quando os romanos conquistaram a Grécia, encontraram uma sociedade muito mais avançada do que aquelas dos povos bárbaros da Gália, Hispânia, Germânia etc. Os gregos, porém, eram bem mais avançados e os romanos logo adotaram muitos de seus costumes e de sua cultura. Depois a espalharam pelo mundo. A nossa cultura ocidental é, aliás, uma herança direta da cultura grego-romana. Ou seja, se você utiliza determinadas roupas, tem uma certa visão da vida e do mundo, tem preferência por certos alimentos, é adepto da democracia (não é um extremista de direita, por exemplo…), tudo isso vem lá dos gregos.

Grécia e Roma; os romanos simplesmente adotaram muito da cultura grega.

Os romanos: efebofilia só com escravos

Os romanos apenas difundiram essa cultura em praticamente todo mundo ocidental da época. Mesmo os bárbaros conquistados adotavam muitos desses valores.
A efebofilia não era mal vista nem na Grécia, nem em Roma. A diferença é que os romanos faziam isso só com escravos e escravas. Os gregos, porém, a praticavam com qualquer adolescente.

Queremos lembrar que no Império Romano “escravos” não eram negros trazidos da África (esse horror que o Brasil foi um dos últimos países do mundo a abolir!), mas com prisioneiros de guerra, geralmente brancos, ou com crianças abandonadas e “adotadas” por agenciadores. Efetivamente o abandono de crianças era mais comum do que o aborto, ambos tolerados. Os patrões, ou os “pater familias” utilizavam escravos para transportar suas liteiras, trabalhar suas terras, educar seus filhos (se fossem escravos gregos cultos) e tinham o direito de usar sexualmente escravos de ambos os sexos.

Escravos no Império Romano: multiuso…

Tudo em família…

Faziam o mesmo com os escravos libertos que continuam a ter obrigações morais de serem sexualmente usados por seus patrões, com quem viviam. E as esposas desses respeitáveis pater famílias não podiam falar nada. O que elas faziam, às vezes, era descontar seu ciúme em cima da escrava ou do escravo, surrando-os. Mas, se uma esposa (cidadã romana) se entregasse a um escravo era repudiada pelo marido, mesmo que o adultério feminino fosse também bastante comum, com homens do mesmo extrato social. Esperava-se, aliás, que essas esposas generosas fossem agraciadas com presentes caros pelos amantes. Joias caríssimas, colares de ouro, peças cravejadas de diamantes, talvez…por exemplo… Enfim alguns romanos que partiam para a guerra, podiam até mesmo deixar a esposa aos cuidados de um amigo.

Bordel em Pompéia com turistas esperando para visitá-lo. Parece que esse pessoal só pensa naquilo…

E o aborto?

Normalmente, os “pater familias” não aceitavam que escravas abortassem. Afinal estavam produzindo “mercadoria” (novos escravos para seus patrões). Em outros casos, porém, quando já tinham escravos demais, matavam ou vendiam os recém nascidos. Além dos escravos, muitos romanos frequentavam os diversos bordeis da cidade. Eram pequenos quartos com camas de pedras com um acolchoados, sem portas, apenas com uma cortina.

O adultério feminino, também bastante comum – Foto: Casa_del_Centenario_-_Cubiculum

Muitas vezes, no alto da porta havia gravuras indicando as especialidades das moças. Existiam também espécies de fast food, para uma refeição rápida, geralmente pão com carne. No andar superior existiam quartos onde as atendentes do balcão no térreo recebiam clientes em troca de algumas moedas. Tudo meio rápido. Afinal estamos falando de um ancestral de um fast food

Lanchonete em Pompéia, Itália

As coisas “feias”

Enquanto romanos e gregos aceitavam a efebofilia, o sexo entre homens adultos era repudiado. Alguns, porém, com “efebos” já com dezoito anos e sinais de barba, mandavam que se depilassem para continuarem a ser sexualmente usados ainda por algum tempo. Aliás, não se considerava “homossexual” o homem que tinha relações com efebos. Mas havia aí um detalhes: o que era repudiado com veemência era o homem homossexual passivo. Romanos não consideravam pederastas “ativos” como homossexuais. Era uma questão de “virilidade”. Aliás, mesmo que não fossem homossexuais passivos, tinham sempre que parecer “machões”. Vestimentas consideradas inadequadas, posturas, comportamentos que podiam ser considerados efeminados”, também eram vítimas de repúdio social.

Sexo meio no escurinho, seios de fora só com mulheres devassas

As mulheres “decentes”

O sexo com mulheres “decentes” devia sempre ser praticado no escuro e sem que a esposa (ou concubina) mostrasse os seios. Também eram mal vistas mulheres que praticasse felação (sexo oral em um homem) e, muito pior ainda o “cunilingus”, ou o homem praticar sexo oral na mulher. Isso era visto com repugnância total, pior até do que o pederasta passivo.

E o homossexualismo feminino?

O homossexualismo feminino era igualmente muito mal visto, sobretudo, a lésbisca ativa, considerada por muitos com um ser “monstruoso”. É obvio que o homossexualismo feminino também devia ser comum (ninguém é de ferro…), mas, visto o repúdio, muitas vezes hipócrita, com que a sociedade greco-romana encarava o amor entre mulheres, é difícil para os historiadores determinar qual a porcentagem de mulheres romanas tinham essa preferência. Sexo e relacionamento na Roma dos Césares conserva seus mistérios.

O lesbianismo era muito mal visto na Roma imperialÉ claro que existia, mas era muito discreto.

Situação da mulher divórcio

A sociedade romana era aparentemente muito paradoxal. Assim, em alguns aspectos, era talvez mais avançada do que a grega. Por exemplo, as mulheres romanas podiam sair sozinhas na rua, ao contrário das gregas que só podiam sair de casa acompanhadas de um homem. O casamento romano era apenas um acordo entre um casal, cidadãos livres (os escravos não podiam se casar). Tratava-se de um casamento sem um papel escrito, sem cerimônias, festas etc. Da mesma forma, o divórcio, era igualmente bastante comum.

Mulher grega, ainda mais submissa do que as romanas

O divórcio romano

O Sexo e Relacionamento na Roma dos césares pode nos parecer surpreendente. No caso, as mulheres tinham os mesmos direitos que os homens. Declaravam que queriam se divorciar, recolhiam o dote que haviam aportado no casamento e iam embora. Quase como o fim de um namoro hoje em dia. Às vezes, o marido ia para a guerra e ao voltar descobria que sua esposa se divorciara dele e estava casada com outro homem. Por outro lado, os filhos, em qualquer divórcio, eram reconhecidos e ficavam com o pai. Somente os filhos homens, recebiam herança.

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Então, saiba mais:

Queremos, finalmente, indicar um excelente livro, de Paul Veyne: “Sexe et Pouvoir en Rome” sobre Sexo e Relacionamento na Roma dos césares. Não existe, que saibamos, tradução em português, mas é provável que exista em inglês e talvez em espanhol. Se você não fala francês dê uma pesquisada no Google.

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