Ásia

Bangkok, na Tailândia

Bangkok, com 8.300.000 habitantes, (quase 15 milhões na Grande Bangkok), a capital da Tailândia simboliza o encontro do tradicional com o moderno. Dessa forma, você verá belos templos budistas, canais, casas sobre palafitas no rio Chao Phraya, que corta a cidade. Bangkok, no passado, era cortada por muitos canais formados pelos braços do Chao Phraya. Posteriormente vários desses canais foram aterrados e substituídos por ruas.

O contrate do moderno e o tradicional – Bangkok, na Tailândia

Caminhando pela cidade você irá se deparar com exemplos da religiosidade budista do povo thai. Dessa forma, cruzará com monges e passará ao lado de casinhas de oração dedicada aos espíritos. Elas existem em todos os edifícios e residências.

Casa dos Espíritos, em Bangkok, na Tailândia

Assim também, irá se defrontar com os aspectos modernos da cidade, com moças produzidas, de mini-saia, dirigindo motos. Conhecerá shoppings iguais ou melhores do que os brasileiros, além de arranha-céus modernísimos, e, igualmente, condomínios de alta classe média, com piscinas.
Bangkok é, assim, uma das cidades mais dinâmicas da Ásia, além de um dos destinos mais procurados do mundo, quando falamos de turismo.

A Cidade dos Anjos – Bangkok, na Tailândia

A capital da Tailândia, conhecida como “Cidade dos Anjos”, foi fundada no fim do século XVIII, mais exatamente no ano de 1782, à margem esquerda do rio Chao Phraya. A criação de uma nova capital para o reino thai foi consequência dos ataques birmaneses contra Ayutthaia, antiga capital do reino do Sião (o nome Tailândia foi adotado em 1938), mais ao norte.

Bangkok, na Tailândia, muito animada, mesmo à noite

Como ir do Brasil, vistos e vacinas

Passagem aérea

Não há vôos diretos de nenhuma cidade brasileira para Bangkok, na Tailândia. A rota mais utilizada pelos brasileiros que viajam para a capital tailandesa é via Europa, passando por Paris, ou Londres, por exemplo. Dessas capitais européias há vôos diretos, mais caros, e igualmente vôos com conexão nos Emiratos ou em Nova Delhi, mais econômicos. O importante, porém, é pesquisar por promoções na internet, meses antes de sua viagem.
Saiba, em primeiro lugar, que, se viajar na baixa temporada (primavera e outono), vai pagar sua passagem muito mais em conta. Há igualmente diferenças de preço dependendo do dia da semana que você vai embarcar.

Chegando em Bangkok, na Tailândia

Visto e vacinas

O visto para a Tailândia pode ser obtido na hora, ao desembarcar no aeroporto de Bangkok.
A vacina contra febre amarela pode ser exigida para quem está vindo do Brasil.
Após a epidemia do virus corona é bem possível que os turistas em viagem a Tailândia tenham que cumprir novas exigências do turismo tailandês para entrar no país. Por isso é bom consultar o consulado da Tailândia:
São Paulo, (11) 7295-2820,
Rio de Janeiro (021) 2525-0001 ou (61).
Brasília : Seção Consular da Embaixada da Tailândia

Bangkok, na Tailândia, arquitetura tradicional

Época ideal para turismo em Bangkok

Antes de mais nada, saiba que faz calor (muito calor!) o ano todo em Bangkok. As temperaturas podem, portanto, ultrapassar os 35 graus. Não existe inverno ou verão, mas estação seca e a chuvosa, as monções. Esta época é ligeiramente mais fresca devido ao dias nublados e as chuvas. Na realidade, as chuvas de monções podem às vezes incomodar, porém não impedem ninguém de visitar Bangkok. E, sempre, depois de uma chuvarada a temperatura refrescava. Afinal, frequentemente, os aguaceiros acontecem à noite. Durante o dia parecem ter curta duração. Na época seca não cai um único pingo d’água do céu!

Que roupa levar em uma viagem para Bangkok, na Tailândia?

Nossa recomendação, é colocar na bagagem exclusivamente roupas para calor e, não esquecer as bermudas. É assim que a grande maioria dos turistas, homens e mulheres se veste, inclusive à noite, em Bangkok.
Para visitar templos, porém, bermudas não servem. Nem homens nem mulheres podem entrar em templos vestindo shorts ou bermudas. As moças devem, igualmente, estar de ombros cobertos, a camiseta não deve ser curta, com umbigo de fora. Saias e vestidos não podem ser muito curtos (altura dos joelhos, ok). Assim também, decotes ousados não são bem-vindos..

Bangkok, na Tailândia: o calor é demais, traga bermudas

Melhor região para se hospedar em Bangkok, na Tailândia

Evite lugares afastados, procure regiões mais centrais. Nós temos especial preferência pela região de Khao San Rod, o bairro dos mochileiros. Em primeiro lugar, não creia que estamos sugerindo que você se hospede em alguma colônia pós-hippie. Não se engane, Khao San é um bairro gostoso, super animado, com barzinhos sempre lotados, restaurantes de preços variados, várias opções de hotel, alguns mais sofisticados, com piscina.

Hotel em Khao San Road, em Bangkok, na Tailândia

Tudo por perto

Enfim, queremos lembrar que não apenas jovens mochileiros se hospedam em Khao San Rod, mas sim, gente de todas as idade e turistas relativamente convencionais.
Ainda mais, a região tem casas de câmbio, várias máquinas ATM por toda parte, agências de viagem e turismo, pontos de tuk-tuk, muitas opções de onde comer, farmácia, lojas, etc. Tudo por perto, bem à mão. Enfim, o mais belo conjunto de templos de Bangkok, o Wat Pra Keo fica igualmente perto da Khao San e pode ser visitado a pé.

Barzinho em Khao San Road, em Bangkok, na Tailândia

O hotel Khaosan Art: muito prático

Sugerimos, que se hospede em Khao San, não, porém, no meio da bagunça. Assim, nós ficamos no ” Khaosan Art”, na esquina da Phra Atthit Rd, uma larga avenida com uma ruazinha na entrada do bairro, um lugar mais tranquilo.
Antes de mais nada, queremos assinalar que esse hotel aparece no Booking como “Casa Picasso”, na realidade, o nome do restaurante do hotel (bastante satisfatório) e não aparece, porém, na entrada principal do estabelecimento. Por isso, quando falamos em “Casa Picasso” para motoristas de tuktuk, nenhum conhecia. Mencione Khaosan Art que eles entendem.
Nosso quarto, com banheiro, tinha ar-condicionado, cafeteira e geladeira. Era bem confortável, possuindo inclusive uma mesinha bem prática para trabalharmos em nosso notebook. Pagamos em torno U$ 22 por dia.

Circular em Bangkok

É bom saber, antes de mais nada, como é visitar Bangkok e circular pela cidade. A capital da Tailândia, com bem mais de oito milhões de pessoas, tem um trânsito bem complicado. Há muitos automóveis; motos são ainda mais numerosas, bem como tuk-tuks e e uns curiosos engenhos para transportar mercadorias com uma espécie de side-car acoplado à esquerda. Todos disputando espaço! Como não há quase acidentes, é para mim um mistério, já que regras de trânsito em Bangkok não parece serem tomadas a sério. Por isso mesmo, cuidado ao atravessar a rua, mesmo estando sobre a faixa de segurança com o semáforo verde para você.

Dentro de um tuk-tuk, no meio do trânsito de Bangkok, na Tailândia

Os tuk-tuk

Para circular há táxis com ar condicionado, mais caros e ônibus, que evitamos tomar por causa da dificuldade de comunicação, não saber onde descer etc. E, claro, os famosos tuktuk. Nós sempre tomamos um tuk-tuk. É mais barato do que os táxis e igualmente ventilado, porque é aberto. Às vezes, confesso, já me senti preocupado com aquele zigzag no meio da avenida. Graças a Buda, entretanto, nunca tive um acidente. De qualquer forma, fica uma dica: mantenha os joelhos dentro do tuk-tuk, pois passam raspando junto a outros veículos.

O que ver e fazer em Bangkok, na Tailândia

Entrada principal do Wat Pra Keo, em Bangkok, na Tailândia

Wat Phra Kéo, em Bangkok, na Tailândia

O Wat Pra Keo, conhecido como “Buda da Esmeralda”, é um dos maiores conjuntos de templos budistas do mundo. Sua construção remonta ao século XVIII.
Além do Buda da Esmeralda há vários outros templos menores, estátuas gigantescas e longas extensões de murais cobrindo várias paredes dos templos. Ao lado dos templos fica o antigo palácio real, onde, no passado, habitava a família real.

Ketty fugindo de um calor de 37 graus numa rara sombra em frente ao antigo palácio real de Bangkok, na Tailândia

Traga consigo seu passaporte. Ele pode ser exigido. E, antes de mais nada, não se pode entrar no templo de bermudas, ombros e pernas de fora.
Ao entrar no templo (em qualquer templo na Tailândia!) tire os sapatos. Não sente com os pés apontadas para uma imagem ou estátua de Buda, ou para um monge. Aliás, nunca toque em um monge. Nada, portanto de tapinha no ombro… No interior do templo é proibido filmar e fotografar.

Wat Pra Keo, em Bangkok, na Tailândia

E os outros templos?

Antes de mais nada, saiba que o Wat Pra Keo pode ser o templo mais interessante de Bangkok, mas não o único. Templos é o que mais tem na capital tailandesa!
O Wat Arun, (Templo da Aurora), por exemplo, junto do rio Chao Phraya, tem um estilo bem Khmer, interessante, com detalhes incomuns. Para visitá-lo tivemos que tomar um barco num dos cais do rio.
Outro templo, o mais antigo de Bangkok , o Templo do Buda Deitado (Ou Reclinado, como igualmente é chamado) – Wat Pho, em tailandês, data do século XVI. É enorme, todo dourado.

Templo do Buda Deitado, em Bangkok, na Tailândia

Visitamos igualmente o Wat Paket, o Templo da Montanha de Ouro. Assim, tivemos que subir mais de 300 degraus para chegar ao alto da colina de 75 metros de altura, onde fica esse templo. Ainda mais, sob uma temperatura beirando os 35 graus!
Ao chegar ao topo ainda precisamos subir mais um pouco para alcançar à stupa dourada. Enfim, compensou pela vista maravilhosa do alto.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é buda-3-1024x576.jpg
Bangkok, na Tailândia

Quanto ouro!

Finalmente, temos o Wat Traimit, ou Templo do Buda de Ouro, que valeu igualmente a visita. Fica em China Town de Bangkok, na Tailândia, é uma estátua de ouro maciço, a mais pesada do mundo. Alcança 5 toneladas, tem 3 metros de altura, representa o Buda sentado. Acredita-se que tenha sido produzida no começo do século XIII. O templo mesmo, se visto de fora não impressiona tanto. Quando entramos, porém, ficamos mudos diante daquele Buda inteirinho de ouro, muito brilhante.

Week-End Market

O Week-End Market em Bangkok, na Tailândia, é um dos grandes mercados asiáticos, movimentadíssimo nos finais de semana. Possui as mais diferentes seções, cada uma vendendo um tipo de produto: roupas, tecidos de seda, bronzes artísticos, temperos, caixinhas, pinturas, comidas as mais variadas. É um bom lugar para fazer compras, principalmente se você souber barganhar.

Week-end Market, em Bangkok, na Tailândia

É possível comer no Week-End Market. Há restaurantes simples que servem comida tailandesa. Esse tipo de comida pode ser super apimentada. Se você não curte pratos picantes pergunte antes se é spyced. Normalmente, a comida tailandesa é muito saborosa. Mesmo o trivial pad thay, é muito bom.

Pad thai, prato típico, em restaurante de Bangkok, na Tailândia

As banquinhas de comida de rua em Bangkok, na Tailândia

Há, em toda a cidade, várias banquinhas que vendem salgadinhos, bolinhos, espetinhos de legumes e carne, camarões empanados, muito bons. A comida de rua existe em toda a Tailândia e várias vezes, caminhando pela cidade, ao visitar mercados acabamos, como fazem muitos turistas, por comer nesses lugares. Quase sempre há pelo menos um balcão onde você pode se instalar, ou mesmo mesinhas com cadeiras. Servem, além de salgadinhos, arroz com legumes e carne e pratos do dia-a-dia consumidos na Tailândia.

Espetinhos em mercado Bangkok, na Tailândia,

Fique esperto

Preste, porém, atenção: ao lado dos camarões pode haver, por exemplo, gafanhotos fritos, igualmente empanados. Você não vê direito o que é, apenas as perninhas dos bichos ficam de fora. Você sabe diferenciar uma perninha de camarão de uma de um ganhafoto? Portanto, fique esperto!
Ainda mais, há, nessas banquinhas, escorpiões, larvas de bicho da seda e baratas fritas, que eles consomem como aperitivo, como nós fazemos com amendoins japoneses no Brasil.

Banquinha de insetos fritos servidos como aperitivos, em Bangkok, na Tailândia,

Casa de Jim Thompson

Em primeiro lugar, vamos falar de Jim Thompson. Esse agente do serviço secreto norte-americano (antecessor da CIA) atuou na Tailândia e, no fim da guerra ficou por lá. Apaixonado pela cultura tailandesa, começou a comprar peças de arte, iniciando uma bela coleção particular. Posteriormente, resolveu construir, para lhe servir de residência, uma casa no estilo tailandês, de madeira. Para isso comprou e mandou desmontar algumas casas tailandesas, utilizando as peças para montar a sua.

Casa de Jim Thompson, em Bangkok, na Tailândia,

Alguém sabe o que aconteceu com Jim Thompson?

A vida de Jim Thompson esconde um mistério. Quando foi visitar amigos numa área rural da Malásia saiu sozinho para dar um caminhada e desapareceu! Nunca mais foi visto, seu corpo nunca foi encontrado.
O governo tailandês transformou sua casa em uma fundação aberta ao público. A visita é interessante para se ter uma ideia de como é uma casa tradicional tailandesa. Considere, porém, que quem morava ali era um americano e, portanto adaptou o interior da residência para os padrões ocidentais. A fundação tem um site, caso você queira saber mais sobre o tema: Casa de Jim Thompson.

Casa de Jim Thompson, em Bangkok, na Tailândia

Os canais de Bangkok

Bangkok possui fora do centro uma região de canais, braços do rio Chao Phraya, conhecida como Thomburi. Dessa forma, o bairro aquático é ocupado por casinhas em palafitas. Os moradores da região sempre possuem um bote a remo ou mesmo um pequeno bote a motor para poder circular. É interessante notar que residências elegantes se intercalam com outras bastante simples. Em suma, a impressão que se tem é que ricos, classe média e pobres convivem mais de perto do que no Brasil.
Também nos chamou a atenção algumas das casas de madeira, enfeitadas com flores, e muito simpáticas.

Casa em um canal na região do Mercado Flutuante Bangkok, na Tailândia,

Enfim, por lá há não apenas residências, mas igualmente restaurantes, bares, comércio, além de santuários como o Templo da Alvorada e outros templos menos famosos.
Essa área de Bangkok é mais agradável, menos quentes e ventilada do que a cidade moderna de cimento, com seu trânsito infernal.
Para visitar Thomburi contrate um passeio com barqueiros junto num dos piers do rio Chao Phraya.

Restaurante nos canais próximos a Bangkok, na Tailândia

Mercado Flutuante (Floating Market)

Em Bangkok existem não apenas um mercado flutuante, mas vários. Damnoen Saduak, por exemplo é o mais famoso, interessante, mas igualmente hiper turístico. Na alta estação é um sufoco conseguir tirar uma foto.
Há outros mercados mais autênticos, menos conhecidos. Na baixa temporada, porém, o Damnoen Saduak é visitável. Ainda mais, incluímos um passeio pelos canais da região do mercado, o que tornou a visita mais interessante. Visitamos muita coisa, reunimos muita informação. Dessa forma, resolvemos dedicar uma postagem especial sobre o mercado e sua região.

Mercado Flutuante de Bangkok, na Tailândia

A noite em Khao San Road

Cruzamos em Bangkok e fizemos amizade com um casal super simpático – Divaldo e Kátia, hospedados no mesmo hotel que nós. Os dois, como nós adoram viajar e já visitaram muitos países. Além da visita ao Mercado Flutuante, fizemos juntos, os quatro, vários passeios à noite por Khao San Road, agitadíssima.

Bangkok, na Tailândia, com amigos brasileiros

Uma festa multinacional

Khao San Road, o bairro dos mochileiros, é animadíssimo. Suas ruas, bares, restaurantes ficam lotados até na baixa temporada de turismo em Bangkok. Espalhados por mesinhas, escutando música ao vivo há turistas de tudo quanto é país. Caminhando por ali você escuta gente falando uma dezena de línguas pelo menos. Atualmente, Bangkok atrai muitos orientais, como chineses, japoneses e sul-coreanos. A comilança e, principalmente a “bebelança” corre solta. Há coquetéis de todos os tipos, resultado da criatividade dos tailandeses. Um famoso é o buket.

Massagem ao ar livre, na rua

Caminhando pelas ruas do bairro você verá igualmente cadeiras de armar, várias delas lado a lado, com turistas sendo massageados. As massagistas tailandesas são famosas, e esse tipo de massagem que vimos aplicarem em público não tem nada de sexualizado. Há, entretanto, algumas casas de massagem que são, na realidade, centros de prostituição.

Escorpiões grelhados

Outra curiosidade, que todo turista quer fotografar, mas raros os que aceitam experimentar, são os espetinhos de aranha e escorpião grelhados, vendidos em bancas espalhadas por todo o bairro. Ketty teve vontade de experimentar, mas no fim não conseguiu sequer provar. Só tirou a foto…

Bangkok, na Tailândia, comida de rua… Quem está afim?

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