Ásia

Relato da Nossa Viagem na Pandemia – Parte 3 | De volta a Bangkok, a caminho de Chiang Mai

Em Bangkok reencontramos com Kátia e Divaldo. Tinham nos passado a dica de um hotel onde ficariam hospedados no bairro dos mochileiros, Khaosan Road, uma região animada da cidade. Acabamos, assim, ficando no mesmo hotel que eles, o Khaosan Art, bem simpático, com uma diária em torno de 20 dólares. No hotel funcionava o Restaurante Casa Picasso, com culinária thai e ocidental. Alguns quartos, como o nosso, tinham igualmente uma varanda. Era pela varanda que acessávamos nosso banheiro, uma criatividade da arquitetura tailandesa…

Hotel Khaosan Art, em Bangkok

Assim, quando saíamos do quarto com ar condicionado gelado e passávamos para a varanda, sentíamo-nos como se estivéssemos entrando em um forno. Dessa forma, comecei a ter alguns problemas de rinite, principalmente quando me deitava. Logo, começamos a relacionar o frio do ar condicionado e os choques térmicos com a rinite.

Khaosan Road, o bairro dos mochileiros

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Bairro dos mochileiros

Antes de mais nada, esse nome “bairro dos mochileiros” é antigo. Hoje tem de tudo ali, gente de todas as idades e não necessariamente apenas tribos cabeludas, como antigamente.
Em suma, nessa região, ainda não dominada por arranha-céus, há inúmeros templos e conjuntos monásticos, sempre nesse estilo marcante de telhados, marca registrada da Tailândia. Ainda mais, esses conjuntos eram rodeados de belos jardins floridos.

Arquitetura em Khaosan Road, Bangkok

Assim, frequentemente, íamos nós quatro caminhar pelo bairro, animadíssimo, lotado e cheio de barzinhos animados, com música ao vivo, ocupados por turistas de tudo quanto é nacionalidade. Fizemos, juntos, igualmente, um passeio pelo Mercado Flutuante e pelos canais de Bangkok. Divaldo, e eu barganhamos firme e, assim, acabamos pagando um preço super razoável pelo programa de dia inteiro. Aproveitamos para fazer bons vídeos para nosso canal Youtube “Sonhos de Viagem”.

Canal no mercado flutuante de Bangkok

Turismo em Bangkok

Nossa intenção no momento era ficar poucos dias em Bangkok, ir para Chiang Mai e posteriormente passar mais uma temporada na capital tailandesa, caminho obrigatório para o Cambodia (ou Camboja, como preferem alguns), outra etapa de nossa viagem pela Ásia.
Resolvemos, entretanto, antes de continuar nosso caminho para o norte do país, visitar pelo menos a principal atração de Bangkok, o Wat Pra Kéo um espetacular conjunto de templos que inclui igualmente o antigo palácio real.
Portanto, nas ilhas suportávamos melhor o calor, entrando no mar ou na piscina e perambulando sempre de shorts. Bangkok, porém, é uma cidade abafada e poluída. Assim, depois de duas horas sob o sol, suportando uma temperatura de 38 graus, visitando o Wat Pra Kéo, começamos a sentir tonturas. Não creio, portanto, que temperaturas tão altas ajudem o turismo no país. Para ser franco, o que mais me incomodou na Tailândia foi o calor.

A caminho de Chiang Mai

Chiang Mai

A viagem para Chiang Mai foi tranquila, o ônibus bom, com banheiro e poltronas que reclinavam bastante, facilitando o sono. Porém, a distância de aproximadamente 700 quilômetros, com direito a apenas duas paradas rápidas, tomou umas oito horas. Enfim, pela manhã desembarcávamos em Chiang Mai, a capital do turismo no norte da Tailândia.

Medindo a temperatura

Assim, para nossa surpresa ao descer do ônibus nos indicaram uma fila: era onde tiravam a temperatura de todos passageiros. Uma enfermeira portando máscara nos esperava com uma espécie de termômetro. Uma precaução contra a pandemia.
É claro que ao ver essas precauções franzimos a testa. Só aos poucos começamos a nos atentar, como o resto do mundo, sobre o agravamento da situação. Já havíamos notado, aliás, que a palavra pandemia aparecia cada vez mais em canais em língua inglesa na TV a cabo do restaurante em nosso hotel em Bangkok.

Ao chegar em Chiang Mai todos os passageiros tiveram que passar por um controle de temperatura corporal

A região do Night Bazar

Estrategicamente nos instalamos nas proximidades do Night Market, a região mais agitada da cidade, lotada de hotéis, barzinhos, lojas. Pagávamos uma diária de apenas 20 dólares. Antes de tudo, o lugar era igualmente confortável e situado a somente umas três quadras do Night Bazar, um ótimo lugar, igualmente, para se jantar ou assistir a um espetáculo de dança.

Bau Tong Lodge

Perambulando por Chiang Mai

Eu já conhecia Chiang Mai em outras viagens pela Tailândia e pude organizar um roteiro bem bolado. Logo, tratamos com um motorista de tuk-tuk uma jornada de visitas das 9h30 da manhã ás 5h da tarde. Assim, pudemos passar no famoso orquidário, uma fábrica de seda, e visitar os principais templos.

O orquidário de Chiang Mai

O mais emocionante foi visitar o Santuário dos Tigres. Esses bebês-tigres tiveram suas mães mortas por caçadores. Foram recolhidos pelo monges ainda bebês e salvos. Sempre tratados com carinho e em contato com humanos, são mansos de verdade e não drogados com os do Zoo de Buenos Aires.

Ketty brincando com um raro exemplar de tigre branco em Chiang Mai.

As noites de Chiang Mai

Em Chiang Mai a noite era uma festa. O Night Market e redondezas ficavam lotados com gente do mundo todo. Assim também, em torno de uma área central espalhavam-se lanchonetes e tendas de comida as mais diferente. Muitas tinham mesinhas e frequentemente, á noite, comíamos ali.

Chiang Mai, a Rosa do Norte, cidades dos templos e pagodes

Rumo ao Cambodia

Gostamos muito de Chiang Mai. Tínhamos, entretanto, planos de produzir vídeos de viagem e turismo igualmente sobre outros lugares, como Angkor Wat, no Cambodia, o maior conjunto de templos do planeta. Assim, tivemos que voltar para Bangkok. Ficamos no mesmo hotel.
Na agência do próprio hotel reservamos ônibus noturno de Bangkok a Siem Reap, a cidade cambojiana a apenas 6 km das ruínas de Angkor Wat.

Continuação:

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