América do Sul

O que fazer em Pucón, no sul do Chile

Pucón, situa-se no sul do Chile, perto da fronteira argentina, bem no centro da região dos lagos. Assim, pode também ser visitada por quem se hospeda na Argentina e vai fazer a Rua de los Siete Lagos a partir de Bariloche.
É, antes de mais nada, um clássico destino do turismo nacional chileno, frequentado por santiaguinos endinheirados. Atualmente, entretanto, não atrai apenas chilenos. A cidade foi descoberta pelo turismo internacional e é, cada vez, visitada mais turistas estrangeiros. Pucón, situada no meio de uma região vulcânica é famosa por suas estações de sky e igualmente por suas famosas águas termais.

Pucón, no sul do Chile

Uma viagem tranquila

Para chegar à região dos lagos pegamos no Terminal Rodoviário de Puerto Montt um ônibus excelente, da companhia JAC. Mais ou menos três horas mais tarde, desembarcávamos na rodoviária exclusiva da companhia, estrategicamente instalada no centro da cidade. Ótimo, afinal, é um aborrecimento terminais rodoviários longe do centro.

Centro de Pucón, no sul do Chile

Hotel em Pucón

Chegamos a Pucón na raça, sem reservar hotel algum. Assim, adotamos outra de nossas práticas costumeiras nessas situações. Ketty ficou, portanto, na rodoviária, numa sala aquecida (fazia frio!) com as malas e eu saí procurando hospedagem.

O hostel Alto Palguín, em Pucón, no sul do Chile

Bem do lado do Terminal Rodoviário de Pucón, havia um hostel excelente e bem simpático. Infelizmente, porém, como em muitos lugares no Chile, não aceitava cartão de crédito (não consigo entender que prefiram perder clientes a aceitar cartão, mesmo que tenham que pagar uma taxa!).

Como tínhamos ainda muitos meses de viagem pela frente e queríamos conservar nossos dólares, o endereço portanto não nos serviu. Deparei com outro hostel, o “Alto Palguin”, quando atravessei a rua. Aceitavam cartão, custava apenas U$ 20 e estava vazio. Seríamos o únicos hóspedes. O quarto, com banheiro, era enorme, o hostel possuía uma ótima cozinha bem equipada e local para wi-fi. Tudo o que queríamos!

A vantagem de viajar na baixa estação

Afinal, demos muita sorte de ter chegado em Pucón sem reserva e encontrarmos imediatamente um lugar tão cômodo e barato para ficar. Por outro lado, tenho certeza de que não foi apenas sorte. Viajar na baixa estação sai de fato bem mais barato. Geralmente o clima é ótimo. No caso do Chile igualmente não faz muito frio nessa época. Por outro lado, chove demais.

Cozinha e copa com mesas em nosso hostel

Sempre que viajamos gostamos de dispor de uma cozinha. Ou seja, uma cozinha nos permite preparar pratos, experimentando ingredientes do país, que ficamos conhecendo nos mercados municipais.

Cozinha de nosso hotel em Pucón

Viajar barato é comer bem gastando pouco

Para fazer nossas refeições também demos sorte. Descobrimos que, bem do lado do hostel havia um restaurante econômico, bem simples, que também servia saborosos pratos para viagem, que comíamos na sala do hostel.
Assim, uma lasanha bem servida para dois, custava menos de 10 reais.
Frequentemente, portanto, no lugar de comprar comida no mercado e prepará-la, já comprávamos pratos prontos a 30 ms de onde estávamos hospedados. O cordeiro patagônico ou salmão, por outro lado, preferíamos comer em restaurantes melhores, acompanhados de uma cerveja artesanal.

Salmão, uma das especialidades de Pucón, no sul do Chile

Chuvinha incômoda

O único problema em Pucón era a chuva ou tempo cinzento, frequentemente fechado. Dessa forma, o famoso vulcão Villarica, que queríamos fotografar, estava sempre coberto de nuvens. 

A previsão do tempo era o tempo melhorar e abrir sol. Teoricamente teríamos que aguentar apenas mais um dia chuvoso. Só que o tempo não melhorou de verdade, apenas clareou um pouco. Ou seja, nada do vulcão mostrar as caras! Isso só aconteceu dias depois.
Não nego que o clima chuvoso do outono do sul do Chile, nos incomodou. Às vezes, em Pucón, como em Castro, na ilha de Chiloé, e em outros lugares, a chuva atrapalhou um pouco nossos passeios.

Esperar pelo sol

Felizmente estávamos muito bem instalados, numa cidade agradável e gastando pouco. Decidimos esperar pelo sol e não deixar Pucón antes de fotografar o Villarica. Tínhamos dado sorte em Pucón, uma cidade muito gostosa, florida, com ruas limpas, uma arquitetura simpática de regiões fria. Enfim, uma ótima base para se visitar os lagos e outras cidadezinhas na vizinhanças. Além disso, nessa época tudo era barato.

Centro de Pucón, no sul do Chile

Ocupando o tempo

Dessa forma, quase todo dia fazíamos uma siesta a tarde, íamos ao super mercado, lemos os  livros de Isabel Allende, que havíamos comprado em Punta Arenas e cuidamos de fazer uma cópia de segurança de nossos arquivos fotográficos.
Parte de nossas fotos e vídeos – muitas centenas – estavam no celular de Ketty, outra parte em nossa câmara profissional e outros estavam em meu celular. Ter uma cópia em drive externo era uma atitude prudente. A estadia em Pucón nos permitiu igualmente descansar, e pisar no freio, acertando nosso cronograma de viagem, um pouco avançado.   

O vulcão visto da janela de nosso quarto

Feliz dia de sol!

Parara de chover, mas os dias, porém, continuavam nublados. Dessa forma resolvemos esperar pelo sol. Finalmente, demos sorte. O dia amanheceu lindo. Dei de cara com Ketty deslumbrada em frente à nossa janela: “O Villarica está visível!” exclamou.  Mal acreditei. Despertamos com o Villarica à nossa frente!
Só engolimos uma xícara de café e, temendo alguma surpresa do clima e partimos depressa para o lago, de onde se tem a melhor vista do vulcão. Uma paisagem lindona.
Ali fica o cais onde ficam atracados barcos de excursões, inclusive réplicas de navios piratas transformados em point noturno durante a alta estação. 

O vulcão visto de Villarica

A cidade de Villarrica, ao lado de Pucón, no Chile

Aproveitamos o dia ensolarado para dar uma chegada em Villarrica, outra cidade importante na região dos lagos chilenos. Logo, em meia hora de ônibus estávamos lá.

Residência de estilo em Villarrica, no sul do Chile

Do lago, que tem o nome da cidade, aprecia-se o vulcão Villarrica de um ângulo diferente daquele de Pucón. Bastar deixar a rodoviária e ir descendo a rua na direção do lago. As ruas que descem do centrinho para o lago em Villarica têm, nos dois lados, belas residências no estilo próprio da região. A maioria delas em madeira e bem elegantes. Elas representam o melhor da arquitetura residencial autenticamente chilena. Há belos edifícios e residências em toda a região dos lagos do Chile. Boa parte, entretanto, de características claramente colonial-alemã, implantada pelos primeiros colonos.

Rua colorida de Pucón, no sul do Chile

Aonde fica a cidade de Villarrica, no Sul do Chile?

Villarica é igualmente um destino importante para o turismo no sul do Chile, mas menos badalada do que Pucón e, assim, possui mais opções econômicas de hospedagem. As diárias de hotéis são um pouco mais baratas em Villarrica do que em Pucón. Desse modo, muita gente prefere se hospedar na cidade.

Por outro lado, para visitar lugares como Puerto Octay e Puerto Varas, de colonização alemã, visível em sua arquitetura quase toda em madeira, inclusive igrejas e hotéis, achamos mais prático alugar um carro, mesmo que fosse por apenas dois dias.

A arquitetura em estilo alemão nas cidades próximas a Pucón, sul do Chile, região dos lagos

É em Puerto Varas que existe uma grande praia lacustre, que fica lotada no verão, como pude ver em outra viagem que fiz nos meses quentes pelo sul do Chile. É a Copacabana dos chilenos… Embora o sol bata forte e as temperaturas sejam amenas nessa praia lacustre, as águas, por outro lado, são sempre geladas, mesmo no auge do verão chileno. Enfim, os chilenos parecem estar habituados.

Praia de Puerto Varas, ao lado de Pucón, no Sul do Chile

Busão para Santiago

Depois de quase uma semana em Pucón, resolvemos, com preguiça, fazer nossa bagagem, deixar aquele ambiente acolhedor, seguir viagem e encarar Santiago, nosso próximo destino. Ou seja, mais uma longa viagem noturna de busão viagem. Calculamos dez horas de viagem até a capital do país, onde chegaríamos na manhã do dia seguinte.

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