América do Sul

O que fazer em Cusco

A principal atração em Cusco é a própria cidade. Afinal, Cusco é uma das mais belas cidade coloniais da América do Sul. É, enfim, uma pena que a maior parte do patrimônio arquitetônico de Cusco se perdeu porque os espanhóis destruíam os imóveis incas para aproveitar as pedras para suas igrejas e palácios.
Felizmente, porém, sobraram no Valle sagrado diversos sítios incas e, em Cusco, igualmente vestígios dessas magníficas construções, uma vez que os espanhóis aproveitaram muito muros incas como base para suas edificações.

Templo de Qoricancha, em Cusco

Plaza de Armas e arredores

Essa é uma das bem conservadas praças coloniais da América espanhola. É interessante notar que quase todas possuem elaborados balcões sobre a calçada. Dessa forma, mesmo quando chove, você pode circular pela praça sem se molhar. É assim também, na praça e arredores, que fica tudo que o turista pode precisar, de restaurante a casas de câmbio.
É igualmente na Plaza de Armas que ocorrem anualmente boa parte dos festejos da Festa do Sol, a partir de 20 de junho.

Plaza de Armas de Cusco

A região em torno da Plaza de Armas

As ruas em volta da praça são igualmente interessantes, como a Calle Procuradores. Apesar de estreita, é porém, bem movimentada, também com barzinhos e restaurantes e lojas.
Bem interessante, mas por outra razão, é a Calle Loreto. Assim, logo no início dessa rua estreita e comprida, há um magnífico muro inca do hotel Loreto. Perto da Plaza de Armas temos uma larga avenida onde há igualmente de tudo, a Avenida Sol. Na Calle Triunfo, por sua vez, há várias atrações e o famoso muro da pedra de 12 ângulos. Na Plaza de Armas de Cusco ficam a a catedral e a igreja de São Francisco.

As igrejas de Cusco

Cusco é cheia de igrejas, como em todas cidades coloniais espanholas onde o catolicismo deu as cartas. Assim, há dezenas de igrejas católicas espalhada por toda a cidade de Cusco. Às vezes uma ao lado da outra. Três delas, porém, merecem um destaque por sua imponência.

Catedral de Cusco

A catedral de Cusco, começou a ser construída em 1560. Só foi terminada, porém, em 1654. O edifício é interessante sobretudo para os amantes da arquitetura: reúne elementos góticos, barrocos e renascentistas. Seu interior é decorado por pratarias e pela famosas pinturas cusquenhas, de cunho religioso. Essas pinturas, quando realmente antigas, são disputadas por colecionadores de arte. É interessante que todos esses quadros foram pintados por artistas nativos, e não por espanhóis.

Catedral de Cusco

Igreja de San Francisco, em Cusco

Essa igreja franciscana, igualmente conhecida como Igreja de la Compañia, tem uma longa e movimentada história. Assim, foi construída em 1570, em 1645 foi completamente reconstruída; em 1650 sofreu grandes danos provocados por um terremoto e passou por novas obras, terminadas em 1652. Tão imponente quanto a catedral, essa igreja barroca provocou ciúmes em setores do clero colonial da época por ser tão grandiosa quanto a catedral.

Igreja de São Domingos / Templo de Qoricancha

Essa igreja ao contrário das demais, que sofreram a sanha destruidora do clero católico espanhol, é particularmente interessante por ter aproveitado várias das imponentes paredes incas do templo de Qoricancha. Assim, era em Qoricancha que os incas glorificavam o deus-sol. A quase totalidade da igreja espanhola veio abaixo no terremoto de 1650, que abalou Cusco. Sobraram, portanto, apenas as paredes incas…

Templo de Qoricancha em Cusco, transformado em igreja

Nesse templo de paredes cobertas por folhas de ouro existia um jardim inteiro construído igualmente em ouro maciço, com lhamas, pés de milho e outras representações. Lamentavelmente, entretanto, esse magnífico patrimônio foi destruído pelos espanhóis e o ouro transformado em barras.
A igreja, igualmente, foi ainda parcialmente destruída por novos tremores de terra entre 1729 e 1731, mas novamente reconstruída, ganhando um novo campanário de arquitetura barroca.

La Merced (igreja e convento)

Essa igreja e convento, que reúnem elementos renascentistas e barrocos datam de 1536. O claustro do conjunto funciona como um verdadeiro museu, onde são expostas pinturas e outras peças de arte. Uma curiosidade que nos chamou a atenção ao visitar La Merced foi depararmos com um Cristo e uma Virgem com traços índios.

Mosteiro de Santa Catalina

Esse famoso mosteiro foi no passado o recinto que abrigava as Virgens do Sol (aqllas, em quéchua). Assim, eram moças sem nenhuma imperfeição física como manchas de pele ou deformidades. As aqllas eram escolhidas ainda novas para servir ao imperador. Estima-se que cerca de 1500 delas habitavam Cusco quando da chegada dos espanhóis. Muita dessas moças, entretanto, sofreram abusos por parte dos conquistadores.
O mosteiro foi, como outras construções espanholas, destruído pelo terremoto de 1650 e posteriormente reconstruído.
No Mosteiro de Santa Catalina funciona um museu de arte sacra.

Museo de la Casa del Almirante (Museo Inka) 

Esse museu, instalado em um palacete do século XVII, vale a visita para quem quer entender mais sobre a cultura inca. As coleções compreendem bronzes incaicos, roupas, joalheria, objetos do dia-a-dia utilizados pelos incas e até mesmo múmias de crianças. É, portanto, meio chocante para nós, ainda mais, que eram oferecidas por suas famílias para serem sacrificadas aos deuses no alto de montanhas. Isso era considerada uma honra…

Museo de Arte Precolombino

Esse museu, instalado em um palacete colonial, é interessante principalmente para entendermos como os incas praticamente herdaram, e a partir daí desenvolveram muitos conhecimentos de outras culturas mais antigas, pré-colombianas, como a fundição do bronze, as técnicas de produção de cerâmicas, tecelagem, corte de pedras, técnicas agrícolas etc.

Pedra dos doze ângulos em Cusco

Calle Hatun Rumuyoc

Se você visitar o Valle Sagrado dos Incas, próximo de Cusco verá várias construções incas. Dessa foram, vale a pena visitar a Calle Hatun Rumuyoc, continuação da Calle Triunfo. Em uma parede que pertenceu ao palácio real do Inca Roca há uma pedra com doze ângulos diferentes que se encaixam perfeitamente nos outros blocos da construção. Confira se tem realmente doze ângulos, não se iniba. Afinal, todo turista faz o mesmo! 

San Blás

San Blás é um bairro de Cusco no alto de uma colina acessível pela Calle Triunfo, que sai da Plaza de Armas. A ladeira é íngrime e cansativa de encarar. Por isso mesmo, talvez valha a pena tomar um táxi até lá.
Em San Blás existe uma igrejinha famosa por seu púlpito lavrado em uma única peça de cedro.
Em torno da pracinha há hotéis, barzinhos, restaurantes, muitas lojas de roupas e artesanato. Do alto tem-se uma vista parcial de Cusco e das encostas nas colinas em torno da cidade.

San Brás, em Cusco

E as outras atrações de Cusco?

Não pretendemos esgotar aqui todas as atrações da cidade de Cusco. Mencionamos, portanto, apenas as mais importantes, que nos interessaram visitar. Há, entretanto, muito mais o que se conhecer em Cusco. No escritório de turismo lhe fornecerão a lista de todas, com horários de abertura e endereços. Igualmente, lhe fornecerão um mapa com a localização de cada uma.

O que fazer à noite em Cusco?

Cusco é um dos points do turismo mundial e, dessa forma, atrai gente do mundo todo. Claro que quase todo turista chega a Cusco para conhecer as atrações da cidade e visitar o Valle sagrado dos Incas e Machu Picchu. A cidade, porém, frequentada por turistas de todas as idades, oferece igualmente uma vida noturna animada, barzinhos simpáticos, lugares para escutar música, ou mesmo jantar. Desistimos, entretanto, de mencionar casas noturnas e barzinhos porque muitos têm vida efêmera. Como estive Cusco várias vezes, cada vez que chegava a cidade, muitos estabelecimentos da viagem anterior não existiam mais e novas portas se abriam. Encontrar os lugares para curtir a noite é, entretanto, muito fácil. Todos ficam em volta da Plaza de Armas, basta perambular por ali que você depara com as mais variadas opções para suas aventuras Cusco by Night…

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Plaza de Armas em Cusco à noite


Atrações nos arredores

Visitáveis a partir de Cusco há atrações de primeiríssima grandeza e que merecem uma postagem à parte. Aguardem!

Valle Sagrado dos Incas

Há excursões de agências de turismo que o colocam numa van com mais uma dezena de pessoas. Nós, entretanto, preferimos fazer esse passeio por nossa conta. É simples: combinamos seis horas de passeio pelo Valle Sagrado por um preço fixo com um motorista de táxi. Foi perfeito. No Valle sagrado, além de cidadezinhas simpáticas há um bom número de construções incaicas e lindas vistas do Altiplano. Se essa é a primeira vez que você vem a Cusco peça no escritório oficial de turismo um mapa com as atrações no Valle Sagrado e indique ao motorista o que deseja visitar.

Machu Picchu

É de Cusco que partem os trens rumo a Machu Picchu, a cidade perdida dos incas. Essa é simplesmente a maior atração do turismo peruano. Assim, é tanta gente querendo conhecer Machu Picchu, que o número de visitantes diários é agora limitado. Por isso mesmo, é melhor se dirigir ao escritório oficial de turismo e agendar sua visita. Aproveite e peça igualmente informações sobre horários de trens, custos etc.

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Boleto Turistico del Cusco “BTC”

Existem boletos de turismo com prazos de validade que variam entre dois e dez dias, e que lhe permitirão visitar diferentes atrações em Cusco e arredores. Há diversas opções. Alguns incluem praticamente todas as atrações, outros só as mais importantes. É mais prático e mais barato do que pagar separadamente cada atração (tudo por lá é pago!). Ou seja, você deve estudar o que pretende visitar em Cusco e arredores, no Valle sagrados dos Incas e escolher o boleto que mais lhe convém.
Informe-se nos escritórios de turismo oficial de Cusco, na Av. del Sol, 103 ou na Calle Mantas, 116.
Aproveite a visita a um escritório oficial de turismo para conseguir informações e mapas da cidade.

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A Festa do Sol, ou Inti Raymi

Antes de mais nada, a Inti Raymi é a mais importante festa do calendário incaico, realizada no solstício de inverno. O evento é uma homenagem ao Deus Sol e, nos tempos do Império Inca, os festejos se estendiam por duas semanas,
No passado a celebração inclui o sacrifício de uma lhama, cujo coração era arrancado com o animal vivo.

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Mesmo depois da conquista espanhola, a Inti Raymi continuou a ser comemorada. Mal vista pela Igreja Católica, por ser uma festa pagã, a celebração acabou posteriormente, em 1572, proibida pelos espanhóis. Isso não impediu que fosse comemorada clandestinamente.

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A Inti Raymi hoje, uma atração para turistas do mundo todo

Atualmente a festa é importante para o turismo cusquenho. Afinal, atrai turistas do mundo todo para a cidade de Cusco. Começa no dia 20 de junho (dia 24 é o auge) e os festejos, são realizados principalmente na Plaza de Armas de Cusco. As comemorações incluem a bonecos os mais bizarros, carros alegóricos e desfiles com dançarinos vestidos com roupas tradicionais. Era tanta gente, porém, que às vezes não conseguíamos sequer cruzar a Plaza de Armas e tínhamos que dar uma boa volta para alcançar os restaurantes da Calle Procuradores.

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