América do Sul

Machu Picchu

Machu Picchu é simplesmente o mais importante sítio arqueológico pré-colombiano das Américas. É, portanto, considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Machu Picchu, no Perú


Durante muitos séculos os espanhóis escutavam falar de uma cidade perdida. Nunca, porém, conseguiram encontrá-la. Explica-se, Machu Picchu fica no alto de uma montanha encoberta pela vegetação. Logo, invisível do vale do rio Urubamba, embaixo.

A descoberta de Machu Picchu

Conhecida pelos índios como “montanha velha”. Apesar de fazer parte de uma fazenda pertencente a peruanos que, desde 1902 já sabiam a existência da Cidade Perdida. Machu Picchu, porém, só foi anunciada ao mundo em 1911 pelo arqueólogo norte-americano Hiram Bingham.
Quase os sítios descobertos pelos arqueólogos já tinham sido objeto de pilhagens e, ainda mais, as cidades incas tinham sido saqueadas e demolidas pelos espanhóis para aproveitamento das pedras. Machu Picchu, entretanto, foi encontrada em perfeito estado de conservação. Dessa forma, tiveram um riquíssimo material de estudo sobre o Império Inca.

Machu Picchu vista do alto

Os mistérios de Machu Picchu

Dessa forma, com absoluta certeza, quando Machu Picchu começou a ser construída, provavelmente o foi por povos anteriores aos incas, por volta do século XV.
Porque a construíram, invisível no alto de uma montanha e para que servia, igualmente não está claro. Sabe-se, porém, que foi habitada até a década de 1540, sem que ninguém saiba, porém, o motivo de ter sido abandonada. 
Machu Picchu conserva portanto, seus mistérios: dos esqueletos encontrados nas buscas e escavações, dois terços eram de mulheres, a maioria adultas. Isso deu origem a uma  hipótese defendida por alguns cientistas. Machu Picchu teria servido para abrigar as Virgens do Sol, depois de muitas terem sido violentadas por soldados de Pizarro. Outra descoberta que fez os arqueólogos franzirem a testa foi encontrarem objetos fabricados por espanhóis ou trazidos por eles de outros lugares da Europa.

Machu Picchu, a cidade de muitos mistérios

O que era exatamente Machu Picchu?

Outra hipótese sobre Machu Picchu, é que se tratava de uma espécie de residência de inverno do Imperador, já que Machu Picchu fica uns mil metros abaixo de Cusco. Certeza, entretanto, não se tem. Evidências de que Machu Picchu era apenas um santuário religioso ou um centro militar é desmentida pelo estudos das ruínas.

Área agrícola e área residencial

Dessa forma, os terraços sustentados por muros de pedra construídos na encostas na montanhas, tinham clara função agrícola, pois são exatamente os mesmos utilizados pelos nativos para o plantio do milho, batata e outros produtos em outras regiões do Império Inca


Pesquisas realizadas em outra área de Machu Picchu revelaram sua função residencial: era onde as pessoas viviam. Por isso mesmo, é ocupada por casas, templos e por edifícios que deviam ter uma função administrativa. Prestando um pouco a atenção você verá que os muros nessa área da cidade foram construídos com mais esmero, as pedras sendo cuidadosamente encaixadas. Na área agrícola, porém, eram bem toscos.

Casa reconstruída em Machu Picchu

Machu Picchu pilhada pelos norte-americanos

Boa parte do material encontrado em Machu Picchu foi simplesmente embarcado para os Estados Unidos com a concordância do governo peruano, o que revoltou muita gente. Os norte-americanos procederam de modo exatamente igual aos colonialistas europeus que saquearam o Egito, a Grécia e outros países, legal ou ilegalmente, e levaram as peças para seus museus.

Machu Picchu hoje: turismo caro, de luxo

Visitei Machu Picchu uma dúzia de vezes. Todavia, eu pegava o trem utilizado pela população local na estação de Cusco, pagava um ingresso muito barato. As vezes fazia um bate–e-volta e, outras vezes dormia em Águas Calientes. Assim, me hospedava nesse povoado junto do rio, no sopé da montanha onde ficam as ruínas. Atualmente, as coisas complicaram e encareceram muito. Igualmente, há por pressão da Unesco, controle sobre o número máximo de visitantes a entrar em Machu Picchu. De fato, excesso de visitantes é prejudicial à manutenção do sítios arqueológico. Porém, menos gente, menos dinheiro. Dessa forma, o turismo peruano cobra cada vez mais caro a visita a Machu Picchu, e instituiu um turismo de luxo.

Machu Picchu é incrível, mas visitantes em demasias comprometem o sítio arqueológico

Trens agora, só turísticos

Enfim, tudo ficou muito caro. Assim, estrangeiros não podem tomar os trens locais, mas apenas as modalidades turísticas de luxo. Para começar são duas companhias privadas diferentes que exploram o sítio (ou exploram os turistas..), a Inca Rail, e a Peru Rail. A Inca Rail tem horários e preços que consideramos melhores.

Como ir a Machu Picchu

Em primeiro lugar, assim que você chegar a Cusco procure reservar sua passagem para Machu Picchu. Você pode igualmente reservar do Brasil por uma operadora de sua confiança.
 A procura, portanto, é muita, sobretudo na alta temporada. Portanto, se puder viaje na baixa estação e, ainda assim, reserve uma semana antes! Você pode igualmente, fazer tudo por sua conta (passagem + entrada no sítio). Porém, não é simples. O sistema de reserva pela Internet não funciona bem, já houve casos de fraude.
Os pacotes vendidos pelas agências de turismo incluem o trem classe Expedition, o traslado de Águas Calientes até o sítio no alto da montanha, o ingresso, um folheto com mapa e o acompanhamento de um guia.

Partindo de Cusco para Machu Picchu

Partindo de Cusco para Machu Picchu

Ambas as empresas ferroviárias propõe partidas de Cusco da estação San Pedro ou Toroy.  São 4 horas de trajeto e unicamente entre o mês de maio e dezembro. Fora dessa época, você terá que tomar o trem em Ollantaytambo a 100 km de Cusco. Embora as empresas vendam a passagem de ônibus de Cusco até Ollantaytambo, sai mais barato você tomar um táxi coletivos até lá. Assim, na estação de Ollantaytambo você pode comprar apenas o trecho de trem até Águas Calientes, 3 horas de viagem até Águas Caleintes. (Nenhum trem sobe a montanha até Machu Picchu!). 
Há três opções de passagens ferroviárias de Cusco a Águas Calientes com diferentes preços e padrões de conforto.

Trem para Machu Picchu classe Expedition

A classe Expedition é opção mais barata entre os trens turísticos. Assim, é a preferida pelos mochileiros. Tem várias partidas diárias. Assim, os vagões estão decorados com um temas da cultura inca. A classe Expedition é serviço turístico mais barato e tem várias partidas diárias. Servem um lanchinho e chá durante a viagem. Preço 140 dólares, a partir de Cusco.

Todo conforto, rumo a Machu Picchu

Vistadome

O Vistadome é uma opção intermediária, confortável, com janelas panorâmicas e não muito mais cara do que o Expedition. Durante a viagem, no Vistadome apresentam grupos de de dança, espetáculo de música, etc.  Oferecem café da manhã, lanches e chá a tarde. O preço é 190 dólares.

Hiram Bingham 

O Hiram Bingham, extremamente luxuoso parte da estação Poroy (3h20 de viagem). É muito mais caro do que os anteriores, é para quem tem dinheiro sobrando. Possuem dois vagões restaurantes, bar, servem coquetéis, champagne, um vagão com chaisses longues, refeições sofisticadas em grandes mesas decoradas, canapés, vinhos. Ao chegar ao lado junto das ruínas há um hotel de luxo (o único hotel ali). Seu bilhete Hiram Bingham dá direito ao chá de boas vindas nesse hotel. Você está sentado: o preço do Hiram é (ida e e volta) 950 dólares! O mesmo de uma passagem e avião na baixa estação de São Paulo a Paris!

Importante:

Os preços que mencionamos é o que nós pagamos há alguns meses. Recomendamos, portanto, que confirme no site oficial da companhia o valor atualizado. Afinal o que mais fazem há uma década pelo menos, é aumentar o tempo todo os valores em dólar das tarifas de trens, de entrada no sítio etc. www.machupicchu.gob.pe (Site oficial de Machu Picchu)

Outra novidade

Antes do “aperfeiçoamentos” introduzido pela nova política de turismo no Peru, você comprava um ticket de entrada no sítio e valia para qualquer lugar lá dentro. Hoje, porém, as coisas mudaram. Se quiser você visitar igualmente Huayna Picchu, a montanha em frente a Machu Picchu, você pagará mais caro. Ainda mais, os horários de visita e o número de visitantes (400 por dia, apenas) são mais restritos. Em suma, além de pagar mais, você tem hora certa para subir . Para a Montanha Machu Picchu, (a subida ao alto do sítio) é bom reservar com antecedência muito maior. E é ainda bem mais caro.

A Trilha Inca

Uma outra forma de alcançar Machu Picchu é pela Trilha Inca, que começa no km 82 da ferrovia, no povoado de Piscakucho (2700m) ao lado da ferrovia. Você será praticamente obrigado a utilizar os serviços de uma agência. Esse trecho até o km 82 era antes feito de trem, hoje apenas de ônibus, meio em esquema excursão (uma van passará no teu hotel para buscá-lo. 

É um percurso de 42 km realizado em 4 dias e 3 noites. Além de conhecer uma estrada de pedra da época do Império Inca, você passará ao lado de diversas ruínas existente nas Trilha Inca.Toda a infra-estrutura, como barracas, cobertas, comidas etc é transportada por carregadores da agência. Você terá que transportar apenas alguma roupa e objetos pessoais em sua mochila. Evite, portanto trazer excesso de bagagem. Há subidas cansativas que o esperam!

Hotel: onde se hospedar

Saibam, em primeiro lugar, que a grande maioria dos viajantes que vão ao Peru visitam Machu Picchu em um bate-e-volta. Assim, pode ser a partir de Cusco ou de Ollantaytanto, mais perto (que por sí só vale a visita).

No alto, junto das ruínas, existe apenas um hotel de luxo, muito caro, o Belmod Sanctuary Lodge. As demais opções ficam todas em Águas Calientes, no sopé da montanha, de onde partem ônibus e vans até as ruínas.

Quando é melhor visitar

As dicas de época ideal que indicamos para Cusco e o Valle sagrado valem para Machu Picchu. Ás vezes, porém, quando chove em você não tem sequer onde se abrigar. Além disso, podem ocorrer queda de barreiras. Por isso mesmo, se puder evite o período chuvoso de meados de outubro a final de fevereiro. E, no mínimo, traga um guarda-chuva pequeno (os maiores são proibidos no sítio) e blusão impermeável.

Machu Picchu o mais espetacular conjunto pré-colombiano dos Américas

Dicas

Passaporte: indispensável tê-lo consigo

Primeiramente, para comprar passagem e bilhete de entrada em Machu Picchu você terá que ter consigo o passaporte. Igualmente, é preciso tê-lo consigo quando for visitar o sítio. A qualquer momento podem pedi-lo.

Dicas para quem vai dormir em Águas Calientes

Se você estiver hospedagem em Água Calientes compre seu bilhete até às ruínas, no alto das montanhas, na véspera. Logo cedo tem muita fila. Caso você tenha escolhido dormir em Águas Calientes, procure se possível, no dia seguinte, tomar o primeiro ônibus até o sitio, pois há menos gente.

Existe em Águas Calientes grandes tanques (uma piscina rústica de águas quentes sulforosas). Pode até ser saudável entrar ali, mas o cheiro não é dos melhores.
Há banheiros junto da entrada de Machu Picchu. Utilizar o sítio como banheiro pode até dar cadeia!

No trem

Assim, na ida a Machu Picchu, procure sentar-se do lado direito do trem para apreciar a vista do rio Urubamba que acompanha a ferrovia. Há aldeias, pontes, e uma bonita paisagem Do lado direito você apenas, quase e todo tempo só vê a encosta da montanha. Se não conseguiu lugar do lado direito na ida, tente fazê-lo na volta.

Com que roupa?

Quando você sai de Cusco logo pela manhã o frio é bravo, e você, portanto, terá que estar bem agasalhado. Porém, à medida que as horas avançam vai esquentando. Ainda mais, que Machu Picchu fica a 2.400 metros, mil a menos do que Cusco, portanto, mais quente. Assim, debaixo do pulôver e do blusão, vista uma mera camiseta de algodão para visitar as ruínas. Tenha consigo uma bolsa para colocar a roupa de lã, blusão etc. Pense, igualmente, em ter consigo um protetor solar e chapéu.
Conforme a época do ano há muitos mosquitos no sítio e, anda mais em Águas Calientes. Por isso mesmo traga repelente.
Utilize sapatos confortáveis. Moças, deixem o salto alto para outro momento…

O que pode entrar no sítio arqueológico?

Assim, traga água ou suco e um lanche, porém procure consumi-lo fora do sítio arqueológico. Alguns turistas, entretanto, consomem seus sanduíches dentro do sítio discretamente, porém, não recomendamos. E, quanto abandonar garrafa de plástico por lá, nem pensar!
Filmadoras profissionais sã proibidas. Traga, portanto, uma pequena e discreta ou utilize um bom celular. Tripés são igualmente proibidos.

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