Ásia

Siem Reap, capital turística do Cambodia

Siem Reap, onde fica?

Siem Reap? Onde fica isso? Quando organizamos nos roteiro pela Ásia para fazer vídeos para nosso canal “Sonhos de Viagem” nunca tínhamos ouvido falar de Siem Reap! Eu, que conhecia vários países da Ásia, entre eles o Nepal e a Tailândia, que faziam parte de nosso roteiro, nunca havia estado no Cambodia.

A Ketty também não. Sabíamos, entretanto, que a principal atração no Cambodia era Angkor Wat, o maior conjunto de templos já construído no mundo. Dessa forma, foi classificado em dezembro de 19992 pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
Já havíamos visto inúmeras fotos e vídeos sobre Angkor Wat, lido muito a respeito e sabíamos alguma coisa de sua história. Frequentemente me surpreendia pensando meses templos. Os vídeos que assistia só me aguçavam a vontade de conhecer Angkor Wat.
Enfim, fica a dica: uma das melhores maneiras de você saber se determinado lugar ou atração lhe interessa é entrar no Youtube e assistir uns vídeos. Mas, não assista um só, assista vários

Angkor Wat, ao lado de Siem Reap, o maior conjunto de templos do mundo

Nosso interesse era, primeiramente, Angkor Wat. Mas, sabíamos que Angkor não era uma cidade, mas um sítio arqueológico. Qual seria o centro urbano mais próximo? Tivemos que pesquisar. Olhando o mapa vimos que, bem ao lado, a menos de dez quilômetros de Angkor Wat, havia a cidade de Siem Reap, com uns cento e cinquenta mil habitantes. De acordo com um guia de viagem francês que eu tinha comprado em um sebo de Bangkok, Siem Riep era o lugar onde todo mundo que visita Angkor Wat se hospeda.

Night Market, em Siem Reap

Siem Reap, a capital do turismo no Cambodia

 Nunca tínhamos ouvido falar! Era lá mesmo que teríamos que nos hospedar. Em seguida descobrirmos no Google que Siem Reap era considerada a capital do turismo do Cambodia. Além de ser a melhor base para visitar o sítio arqueológico,. Igualmente, era uma cidade agradável, agitada à noite, e com belíssimos templos e pagodes.

Templo em Siem Reap, a capital do turismo no Cambodia

Também ficamos sabendo que o visto cambodiano poderia ser obtido na própria fronteira terrestre ou no aeroporto ao chegar ao país, conforme vimos em alguns blog e sites brasileiros e franceses e que contavam em pormenores como funcionavam os procedimentos. Quase todos os blogs recomendavam, para quem fosse por terra, que tomasse um busão noturno pois não precisaríamos trocar de ônibus. 

No ônibus indo para Siem Reap, a capital turística do Cambodia

O ônibus noturno de Bangkok a Siem Reap

Compramos a passagem na agência no próprio hotel no bairro dos mochileiros, na Khaosam Road. Havia ônibus noturnos diretos ligando a capital tailandesa à Siem Reap. As passagens custam em torno de 30 dólares, muito mais baratas do que o avião. O ônibus era novo, com poltronas que reclinavam bastante, nos permitindo dormir, e possuíam toalete. 
A menina da agência, magrinha, com carinha de boneca, a quem apelidamos Barbie e depois de “Barbinha”, no diminuitivo, nos avisou que viriam nos buscar por volta de meia noite. Perfeito! De fato, pontualmente um funcionário da companhia apareceu meia-noite no restaurante do hotel, quase vazio e nos conduziu até um ônibus moderno, estacionado do outro lado da rua. 

A Barbie tailandesa, que nos vendeu as passagens para Siem Reap

A fronteira da Tailândia com Cambodia

Umas cinco horas depois chegamos à fronteira. Um funcionário recolheu trinta dólares de cada passageiro e pediu nossos passaportes. Voltou uma meia hora mais tarde e nos conduziu até a imigração tailndesa, onde perdemos quase uma hora, até carimbarem os passaportes de todo mundo. Tirarem, igualmente, nossas impressões digitais e nos fotografaram. Quando saímos do imóvel o funcionário da empresa de ônibus estava nos esperando. Pediu novamente nosso passaportes e nos conduziu até o ônibus, onde nos instalamos em nossas poltronas. Mais uma hora de espera e ele voltou com os passaportes. Já com o visto cambodiano pudemos seguir viagem. Tivemos, porém, que descer do ônibus (sei lá porque!) e atravessamos a pé a fronteira entre Tailândia e Cambodia e subir no ônibus do outro lado.

Fronteira entre Tailândia e Cambodia, uma ponte que você atravessa a pé

A preocupação com o corona virus – Siem Reap

Na fronteira cambodiana nos tiraram a temperatura. A preocupação com o coronavirus começava. Aliás, muitas pessoas já começava a usar máscaras para evitar contágio. Achamos que, principalmente dentro do ônibus fechado, todo mundo respirando o mesmo ar, elas eram, portanto, necessárias.
Adormecemos e acordamos quando acenderam as luzes internas do busão, as seis da manhã, num pátio poeirento da rodoviária de Siem Reap.
O mesmo funcionário que nos orientou a viagem toda pediu aos passageiros que lhe passassem o nome do hotel onde ficariam em Siem Reap. Já tínhamos reservado pelo Booking um hotel com boas referências.  

O mínimo de bagagem – Siem Reap

Nossa bagagem foi retirada do compartimento de carga e colocado num tuk-tuk, depois de nos avisarem sobre o custo da corrida, cinco dólares. Havíamos trazido apenas duas pequenas mochilas. Deixamos no hotel de Bangkok as roupas de clima frio: os casacos de couro e pulôveres que tivemos que usar em Paris e no Nepal. Sabendo do calor igual ao de Bangkok, que pode ultrapassar 35 graus durante o dia, calçamos apenas uma sandália. Mesmo o jeans que usamos no ônibus com ar condicionado não utilizaríamos no Cambodia, onde vestiríamos apenas camisetas e bermudas.

Sam, nosso motorista de tua-tuk em Siem Reap

O motorista do tuk-tuk, chamado Sam, era um cambodiano simpático que se comportou corretamente conosco. Assim, já combinamos com ele para nos levar visitar os templos no dia seguinte. Depois de alguma barganha fechamos o passeio por 15 dólares.

Aonde ficar em Siem Reap, hotel bom e barato

Como chegamos muito cedo em Siem Reap tivemos que esperar um pouco no hotel para liberam um quarto. O preço do quarto com ar condicionado, TV, wi-fi, e frigi-bar era de apenas U$ 20. Ótimo.

Nosso hotel em Siem Reap, a capital turística do Cambodia

Descobrimos o hotel ocupava dois prédios modernos, ambos com piscina. Antes de mais nada, enquanto esperávamos pelo quarto, aproveitamos para tomar um bom café da manhã com ovos, pois estávamos famintos. Logo depois fomos para a piscina fazer hora. Enfim, antes do almoço anunciaram que o quarto estava disponível. Nos instalamos. Era um quarto grande e confortável. Havíamos dormido muito pouco e estávamos exaustos devidos aos longos trâmites na fronteira, de madrugada. Assim, almoçamos e apagamos. Quando acordamos já era final de tarde.
O calor era sufocante e, após comer algo, nos reunimos a outros “gringos”que não saíam da beira da piscina… As meninas todas de biquini, como se estivessem numa praia do Caribe.

Todo muito muito à vontade em nosso hotel em Siem Reap

A visita a Angkor Wat

No outro dia, logo depois do café Sam veio nos buscar com seu tuk-tuk. Uns vinte minutos depois parávamos junto do longo corredor de acesso à entrada principal do monumental. O conjunto rodeado de canais de uns 200 ms de largura (conferir), o transformava numa ilha. Não é a toa que a Unesco o considera Patrimônio da Humanidade. E enorme! Assim, passamos o dia todo visitando o enorme templo, filmando e fotografando para nosso Canal Youtube “Sonhos de Viagem”. 
Veja o vídeo sobre Angkor Wat.
A visita ao templo foi cansativa. É muita escadaria  algumas estreitas e perigosas. No final da tarde, quando voltávamos estávamos exaustos e morrendo de calor. Tudo o que queríamos era dar um mergulho naquela piscina do hotel. 

Angkor Wat, a 6 km de Siem Reap

O que fazer no centro de Siem Reap?

Apesar de cansados demos, logo depois, a noitinha, uma caminhada para conhecer o centro. Ficamos surpresos com a animação. Um das ruas tinha pubs, cafés, restaurantes um ao lado do outro, alguns com música ao vivo. Um clima que nos lembrou o do bairro dos mochileiros em Bangkok. Todos lotados de turistas. Era a famosa “pub street”, repleta de luzes e animadíssima.

A noite em Siem Reap

Comendo bem e gastando pouco

Olhamos os menus. Os preços eram mais elevados do que os dos restaurantes na Tailândia e Nepal, mas ainda assim abordáveis.
Depois descobriríamos restaurantes com a mesma qualidade e preços mais suaves, junto do rio que cortava a cidade. 
Nos sentávamos em uma das mesinhas e cadeiras minúsculas (pareciam feitas para crianças!) ao lado de outros ocidentais.
A comida cambodiana era muito similar à thailandesa e igualmente boa. Frutos do mar eram muito baratos, como em Bangkok. Em Siem Reap nos fartamos de comer camarões.

Camarões em Siem Reap a capital turística do Cambodia

A moeda cambojiana – Siem Reap

A moeda camoniana é o Riel. Um dólar valia alguns milhares de riels. Uma refeição poderia até dez mil riels. Assim, praticamente todas transações se faziam na moeda americana mesmo. Só o troco, se o valor fosse pequeno, recebíamos em riels. Só quando acumulávamos muitas notas de mil riels descartávamos essa papelada ao pagar um tuk-tuk ou quando petiscávamos na rua.

Moeda cambodiana, o riel

Siem Reap, uma cidade agradável

Havíamos previsto apenas 4 dias para Siem Reap, mas a cidade nos agradou e resolvemos estender nossa estadia para uma semana ou mais. O problema era o calor, como em Bangkok. Assim, acordávamos tarde e trabalhávamos em nosso notebook muitas horas no ar condicionado de nosso quarto.

Tomávamos o café da manhã em nosso quarto mesmo porque tínhamos uma cafeteria elétrica, café, leite na geladeira, queijo e pão fatiado. Depois pegávamos uma piscina. Para escapar do calor comíamos por perto e voltávamos para o hotel, nos instalando novamente à beira da piscina. 

Vez ou outra conversávamos com turistas europeus, que se admiravam de encontrar brasileiros tão longe de casa. Por outro lado, brasileiros eram raros em Siem Reap. Na verdade só cruzamos duas vezes com brasileiros, uma das vezes na Pub Street dois bastante simpáticos. Eles tinham estado no Vietnã. Segundo eles, um país interessante e de vida barata. Igualmente nos passaram boas dicas sobre o país, o próximo que pretendíamos visitar.

Encontro com brasileiros na Pub Street Siem Reap, a capital turística do Cambodia

Confesso que não era nossa intenção inicial produzir vídeos sobre Siem Reap. Ainda mais que estávamos inicialmente interessados apenas em Angkor Wat. Porém, depois de passar alguns dias na cidade, fomos percebendo que vários de seus templos e pagodes mereciam uma visita e podiam ainda mais, render um bom vídeo sobre a cidade. Dessa forma, nossa decisão de dar um tempo em Siem Riep foi acertada.

Templo em Siem Reap

A significação do nome Siem Reap

O nome Siem Riep significa “derrota do Sião”. O Sião era o nome antigo da atual Tailândia, conhecida com o Reino do Sião. De acordo com relatos históricos de diferentes fontes, referentes à primeira metade do século XVI, um exército siamês teria sido derrotado ao tentar invadir o reino Khmer. O que se sabe é que a Tailândia cedeu a área, onde fica Siem Rio, à Indochina francesa em 1907.

O fato é que, toda a História da Indochina foi marcada por conflitos entre reinos rivais da atual Tailândia (o Reino do Sião), Cambodia e Birmânia, um país sempre invadindo o outro.

Wat Bo – Siem Reap

Wat Bo, em Siem Reap, a capital turística do Cambodia

O Wat Bo Pagoda, construído no século XVIII é um dos pagodes mais antigos de Siem Reap, no Camboja. O templo principal é todo decorado por delicadas pinturas de parede do século XIX, bem preservadas. Embora seja um templo budista, algumas das pinturas de parede descrevem a famosa história de amor antiga de Rama e Shita, o homem mais forte e as mulheres mais bonitas de todos os tempos. Assim também, ainda hoje, as famílias reais dos países do sudeste asiático afirmam serem descendentes de Rama.

Pinturas murais decoram Wat Bo, em Siem Reap

O templo é decorado com pinturas murais que você vê na parede ao visitar o lugar. Elas foram executadas durante todo o século XIX e descrevem uma história hindu que é mais notável em um templo budista. O templo de Wat Bo possui igualmente uma grande coleção de estátuas de Buda, que você encontrará atrás do Buda principal.

Wat Prom Rat – Siem Reap

Wat Preah Prom Rath é um dos pagodes mais bonitos de Siem Reap. Está localizado no lado do rio, perto do Mercado Antigo (Psar Chas).

Wat Preah Prom Rath em Siem Reap, a capital turística do Cambodia

Além das pinturas de parede, delicadas e coloridas e você encontrará igualmente muitas estátuas modernas dentro. Repare como os tons dourados predominam. Afinal, muitas das estátuas de Buda são folhadas a ouro.

Wat Preah Prom Rath, em Siem Reap

Conjunto bizarro

No jardim bem cuidado, repleto de estátuas rodeadas de flores, havia um conjunto que não entendemos: urubus comendo as entranhas de um homem deitado! Ao lado existe uma escultura de um Buda meditando, tendo em frente dois pavões de caudas abertas. Mais adiante um uma figura mitológica a cavalo.

Detalhe curioso no Wat Preah Prom Rath, em Siem Reap

Nosso motorista de tuk-tuk, Sam, aproveitou nossa visita ao templo para reverenciar a imagem de Buda…

Nosso motorista, Sam, aproveitando para orar no templo de Siem Reap

Frequentemente, você verá no início da manhã ou no final da tarde monges perambulando pelo templo. Eles seguem cursos de budismo e aulas de inglês neste pagode.
Não se sabe exatamente quando o pagode foi construído, mas pode ser bem antigo, já que seu Buda Deitado no templo principal tem provavelmente mais de quinhentos anos de idade e é super cultuado. Em 1915 novos anexos foram construídos para abrigar uma biblioteca e uma universidade. As obras no Wat Prom Ratty prosseguiram até 1945.

O que é Old Market?

O Old Market, ou Velho Mercado em Siem Reap é muito frequentado pela população local. O pessoal da terra vem ao velho mercado não apenas pra fazer compras, mas comer ali e tomar seu “café da manhã”, constituído de uma xícara de chá e arroz com legumes e frango, algo assim. Logo, o nosso tradicional café com leite e pão com manteiga não existe para o tailandês. Mesmo ovos, não costumam comer pela manhã. Só do lado de fora do mercado encontrei uma lanchonete que servia café para “gringos”.
O mercado tem, igualmente, uma grande seção de legumes e frutas frescas de todo tipo. Algumas frutas bizarras que vimos no mercado de Siem Reap não existem ou são incomuns no Brasil.

Old Market de Siem Reap

Estrangeiros mesmo, não vi nenhum. Nesse mercado há principalmente comida, algumas roupas e também diversos serviços, entre eles cabeleireiros.

A cabeleireira cambodiana

Ketty, que andava há já algum tempo procurando um lugar onde fazer “luzes”, assumiu o risco e sentou-se em um salão aberto junto da passarela. Assim, eu igualmente, como eu estava cabeludo, aproveitei e fui cortar o cabelo ali do lado.

Fazendo o cabelo m Siem Reap: se arrependimento matasse…

Em menos de meia hora fui liberado. Ketty, por outro lado, estava encrencada com a cambodiana que não acertava o tom de seu cabelo. Começou a demorar tanto que resolvi espera-la no hotel. Quando chegou três horas depois, quase caí duro: seus cabelos estavam quase brancos, como um de uma velhinha. E ela estava furiosa! Resumindo, moças, anotem essa dica, se viajarem pelo Cambodia não caiam nas mãos de uma cabeleireira cambodiana.

Siem Reap, conheça as atrações na cidade

Monges em Siem Reap, a capital turística do Cambodia

Além de ficar junto de Angkor Wat, Siem Reap é uma cidade com atrações próprias, com muitos belos templos e pagodes. Siem Reap também possui alguns belos exemplos de arquitetura colonial francesa. Alguns imóveis bem preservados que podem ser vistos no antigo bairro francês quando o Cambodia era protetorado da França. Do mesmo modo, exemplos da arquitetura chinesa podem igualmente ser apreciados ao redor do mercado antigo. 
Atualmente, Siem Reap – sendo um destino turístico popular – tem muitos hotéis, resorts, restaurantes e empresas intimamente relacionados ao turismo. Isso se deve muito à proximidade com os templos de Angkor, a grande atração turística da província. 

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