Cultura geral

Cinema da Europa Oriental

Cinema Húngaro

O cinema húngaro possui uma história rica, marcada assim por inovações estéticas. Ou seja narrativas profundas e forte cunho político e social. Abaixo estão os principais filmes da Hungria, divididos por eras e igualmente por destaques de premiações. Filmes Vencedores e Indicados ao Oscar:
“O Filho d Saul” (Saul fia, 2015): Dirigido por László Nemes, este drama visceral venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2016. A história acompanha um prisioneiro judeu forçado a trabalhar no campo de concentração de Auschwitz.

Grand Hotel Budapeste“, Oscar de Melhor Filme
Estrangeiro em 2016.

“Mephisto” (1981): Dirigido por István Szabó, foi o primeiro longa húngaro a conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional. Retrata um ator de teatro que se alia ao partido nazista para dessa forma ascender na carreira. [1]
“O Quinto Selo”(Az ötödik pecsét, 1976): Obra-prima de Zoltán Fábri ambientada em 1944, selecionada assim para representar o país no Oscar de 1977. Questiona dilemas morais e éticos durante a guerra através de cidadãos comuns em um pub.

István Szabó, diretor de “Mephisto” (1981):

Clássicos e Obras-Primas do Século XX

“A Testemunha” (A tanú, 1969): Dirigido por Péter Bacsó, é uma comédia satírica afiada sobre o regime comunista na Hungria. O filme foi, porém, censurado pelas autoridades do país e ficou proibido por mais de uma década.
“Amor” (Szerelem, 1971): Dirigido por Károly Makk, aborda assim de maneira sensível a repressão política do período stalinista através da relação entre uma mulher idosa e sua nora.
“Os Desesperados” (Szegénylegények, 1966): Obra do prestigiado diretor Miklós Jancsó, famoso por seus longos planos-sequência e composições visuais geométricas que examinam mecanismos de poder e opressão.
Cinema Contemporâneo e Cults Modernos
Controle (Kontroll, 2003): Um thriller estilizado e repleto de humor ácido, ambientado inteiramente nos trilhos subterrâneos do metrô de Budapeste, acompanhando os bizarros fiscais de bilhete.

Controle (Kontroll, 2003) filmado n metrô de Budapeste

Cinema Polonês

O cinema polonês é celebrado internacionalmente por sua profundidade filosófica, estética autoral e igualmente por sua resistência política. De grandes mestres históricos a diretores contemporâneos, a cinematografia do país influenciou assim a história mundial do cinema.

Diretores Icônicos
Krzysztof Kieślowski: Mestre do cinema existencial e filosófico, famoso pela trilogia “A Liberdade é Azul”, “A Igualdade é Branca” e “A Fraternidade é Vermelha”.
Roman Polański: Um dos diretores mais aclamados de Hollywood, com obras como “O Pianista”.
Andrzej Wajda: Vencedor do Oscar honorário, conhecido por filmes que abordam a história e a identidade polonesas.

“O Pianista”, outro sucesso de Roman Polański

Agnieszka Holland: Diretora de forte impacto político, com filmes como “Europa, Europa” e “Corpo e Alma” (Testről és lélekről, 2017): Drama romântico poético dirigido por Ildikó Enyedi que conquistou dessa forma o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Conta a história de dois colegas de trabalho tímidos que descobrem compartilhar exatamente os mesmos sonhos todas as noites.
“Deus Branco” (Fehér isten, 2014): Dirigido por Kornél Mundruczó, o filme utiliza assim uma alegoria social impactante ao mostrar uma revolta violenta de centenas de cães abandonados pelas ruas da capital

Agnieszka Holland conquistou o “Urso de Prata”
no Festival de Berlim

O Cinema Romeno

O Novo Cinema Romeno é aclamado internacionalmente por seu realismo cru, narrativa minimalista, humor ácido e igualmente por suas críticas sociais. A indústria foca no período pós-comunista e nas falhas institucionais. Grandes obras conquistaram assim os festivais mais importantes do mundo.

Os principais destaques incluem:
A Morte do Sr. Lazarescu (2005): Obra-prima do diretor Cristi Puiu que acompanha a odisseia noturna de um idoso doente por vários hospitais de Bucareste. O filme critica dessa forma o descaso do sistema de saúde público.
“4 meses, 3 semanas e 2 dias”(2007): Vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Dirigido por Cristian Mungiu, é um drama tenso que retrata o aborto clandestino nos últimos anos da ditadura comunista.
“A Revolução Romena” / Freedom (2023): Tem como pano de fundo drama histórico da revolução de 1989 que derrubou o regime de Nicolae Ceaușescu.

“A Revolução Romena” tem como palco a revolução que derrubou o regime de Nicolae Ceaușescu

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Aeroporto de Estocolmo. Frase alternada em diversos idiomas:
“Sou um cidadão do mundo, minha pátria é em todo lugar

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