História, cultura e arte

Cinema italiano

Os primórdios do cinema italiano

Os primórdios do cinema italiano remontam a 1896, ou seja, logo após a invenção dos irmãos Lumière, na França. A indústria, entretanto, aó floresceu a partir de 1905 com grandes estúdios em Roma e Turim. Assim, o país destacou-se mundialmente na década de 1910. Foi quando surigram os primeiros filmes épicos de grande escala, que despertaram o interesse popular, conhecidos como peplum. Os primeiros curta-metragem foram os registros pioneiros, gravados por Vittorio Calcina, incluíam pequenas cenas sem som, como o curta Sua Santità papa Leone XIII (o Papa Leão XIII abençoando a câmera) e Umberto e Margherita de Saboia caminhando no parque.

Os primórdios do cinema italiano

A Era dos Épicos (1910–1914)

O período entre 1911 e 1914 marca a “Idade de Ouro” do cinema mudo italiano, época em que a Itália liderou a indústria cinematográfica mundial. O país tornou-se assim pioneiro em superproduções épicas (conhecidas como “colossais”), introduziu inovações técnicas revolucionárias e criou o fenômeno global do “divismo”. Em suma, a Itália ganhou o mercado internacional com grandiosas superproduções históricas e de grande escala. Destacam-se” O Inferno” (1911), “Quo Vadis” (1913) e, principalmente, “Cabíria” (1914) — um divisor de águas que introduziu movimentos de câmera revolucionários.

Cabíria, um épico

O cinema sonoro na Itália.

Após um declínio nos anos 1920, o cinema na Itália se reergueu no início da década de 1930, impulsionado pela Cines. A produtora modernizou a linguagem cinematográfica, abandonando as antigas práticas e abraçando o som. Essa época foi caracterizada tanto por um apelo por uma nova “italianidade” na cultura visual quanto pela forte mão do Estado no controle e financiamento das produções.
O ano de 1930 marca a transição crucial do cinema mudo para o sonoro na Itália. O grande marco desse período e o primeiro filme falado italiano foi “A canção do Amor”  (La Canzone dell’Amore), dirigido por Gennaro Righelli.

a “italianidade”

As nova correntes

Durante esses anos, duas grandes correntes dominaram as telas italianas, representando visões de mundo totalmente opostas. Uma delas foi os “Telefoni Bianchi” (Telefones Brancos). Eram, em suma, comédias sofisticadas, com cenários luxuosos e estilo hollywoodiano. Frequentemente, aliás escapavam da realidade política. A outra foi o “Caligrafismo”. Ou seja um movimento altamente formalista e artístico, focado na complexidade visual e em adaptações literárias, contrastando com o escapismo das comédias.

A Itália da época do Caligrafismo

Cinecittà 

Para consolidar o poder da indústria e promover a imagem do regime, o governo construiu a Cinecittà em 1937. Os estúdios visavam dessa forma criar uma “Hollywood europeia” e abrigaram grandes produções da época. Paralelamente, o período presenciou a institucionalização da crítica e dos estudos de cinema. Um marco importante foi assim a fundação da renomada escola Centro Sperimentale di Cinematografia e a circulação de publicações acadêmicas e especializadas.

Cinecittaá

O Neorrealismo italiano 

O Neorrealismo italiano foi um movimento cinematográfico e cultural revolucionário que surgiu após a Segunda Guerra Mundial. Nascido da necessidade e do desejo de expor verdades sociais, o movimento rejeitou o escapismo de Hollywood e dos estúdios para focar nas ruas, nas dificuldades da classe trabalhadora e nas feridas do pós-guerra.
Enfim, o Neorrealismo surgiu como uma reação ao conformismo do período fascista, com cineastas indo às ruas para retratar a dura realidade social, a pobreza e a reconstrução do país, utilizando locações reais e atores não profissionais. Um dos grandes clássicos desse tipo de filme, como “Os Companheiros” é, entretanto, estrelado por Marcelo Mastroiani, um artista pra lá de famoso.

Marcelo Mastroiani, artista que marcou época

Segunda metade do século XX

O cinema italiano na segunda metade do século XX foi, portanto, um dos períodos mais férteis e revolucionários da história da sétima arte. Transcendendo o neorrealismo do pós-guerra, a indústria floresceu dessa forma com o Cinema de Autor (marcado pela poesia e introspecção). Aliás, gualmente com a revitalização da comédia de costumes e a criação de fenômenos populares como o Spaghetti Western.
Ótimos filmes marcaram o período. É o caso, assim, de “Ladrões de Bicicleta” (Ladri di Biciclette, 1948). Foi maior marco do neorrealismo italiano. Dirigido por Vittorio De Sica, mostra assim, a dura realidade de um homem em Roma que precisa desesperadamente de sua bicicleta para trabalhar após ela ser roubada.

Os Spaghetti Western

O Cinema de Autor e a Modernidade

Na década de 1950 e 1960, o foco mudou da dura realidade social para a complexidade psicológica. Em sua, a alienação e as questões existenciais do homem moderno. Os cineastas começaram,dessa forma, a usar grandes paisagens que pareciam dominar os personagens. 
Importantes diretores marcaram a época. Foram eles: Federico Felini, Mchelangelo Antonioni, Paolo Pasolini e Assim, Federico Fellini abandonou o realismo para explorar o sonho, a memória e o grotesco. Clássicos absolutos incluem La Dolce Vita (1960) e igualmente o nostálgico Amarcord (1973). Michelangelo Antonioni criou obras de sucesso em suma, focadas na incomunicabilidade e no vazio moral da classe média. É o cado da aclamada “Trilogia da Inalienação” (que inclui A Aventura, de 1960). Pier Paolo Pasolini, por sua vez, foi oum polêmico diretor. Ou seja uniu poesia, marxismo e crítica social em filmes como O Evangelho Segundo São Mateus (1964). “

A Comédia Italiana

Diferente da comédia pastelão, este subgênero abordava questões sociais, políticas e dramas cotidianos através do humor ácido, cinismo e sátira. Filmes como Os Eternos Desconhecidos (I Soliti Ignoti, 1958) estabeleceram o tom. Abordou, dessa forma, as dificuldades da classe trabalhadora com leveza e ironia. Diretores como Ettore Scola e Dino Risi foram, por sua vez, mestres em capturar a ebulição cultural do país. Ou seja, na segunda metade dos anos 60 e nos anos 70, os produtores de cinema italianos redefiniram gêneros de suspense e terror. Dario Argento, o mestre do Giallo combinou desssa forma, estética visual apurada e mistério. Fez, assim, uso de cores intensas e trilhas sonoras de impacto, influenciando gerações de cineastas. 

A Reinvenção do Faroeste (Spaghetti Western)

O gênero clássico americano foi totalmente remodelado na Itália, Trouxe assim à tona personagens moralmente ambíguos. Diga-se de passagem, com muito mais violência, closes dramáticos e trilhas sonoras épicas. O diretor Sergio Leone produziu a “Trilogia dos Dólares” com por Clint Eastwood. Dirigiu igualmente Era uma Vez no Oeste (1968), redefinindo a estética dos filmes de bangue-bangue. 
A herança deixada por essas décadas moldou portanto, profundamente o que conhecemos hoje como o moderno cinema ocidental.

O final do século XX

“A Vida é Bela” (La Vita è Bella, 1997), dirigido e estrelado por Roberto Benigni, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional. Conta, assim, a história de um pai judeu que usa sua imaginação para proteger o filho durante o Holocausto. O diretor Giuseppe Tornatore, diretor de “Cinema Paradiso”, acompanha a infância e a vida adulta de um cineasta. A película relembra, assim, sua amizade com o projecionista de sua cidade natal na Sicília.

As grandes produções do século XXI

O cinema italiano moderno continuou a ser um dos mais premiados e aclamados internacionalmente. As obras mais importantes do século XXI, destacam, desta forma, produções que misturam a profunda crítica social, dramas íntimos e a riqueza visual. É o caso de “La Grande Bellezza”, (2013) de Paolo Sorrentino. O filme é, aliás, uma reverência ao estilo clássico. Foi, merecedor, por isso mesmo, do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. É, em outras palavras, um tributo estonteante a Roma.
Também merece destaque “A Melhor Juventude” (La Meglio Gioventù, 2003). É um filme dirigido por Marco Tullio Giordana. Um épico, aliás, originalmente lançado como minissérie. A série acompanha assim, a vida de dois irmãos italianos de 1966 a 2003, passando por grandes momentos políticos e sociais da Itália.

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Aeroporto de Estocolmo. Frase alternada em diversos idiomas:
“Sou um cidadão do mundo, minha pátria é em todo lugar

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