Livro: A Vaca na Estrada

04 De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Prosseguimos viagem: A estrada para o Irã

Percorríamos em nosso 4L, a região central da Turquia. Estávamos no planalto de Anatólia, rumo a Capadócia. A Capadócia, quem tem por centro a cidade de Goreme, é uma região turística. O que atrai tantos visitantes é se relevo. Inusual, formado por rechedos escavados e habitados.
O trânsito era menos intenso do que entre Ankara e Istambul. Infelizmente, porém, e as estradas mesmo asfaltadas e de pista dupla eram menos bem conservadas.
Abaixo: Mapa do Irã

Que lugares são esses?

Olhávamos no mapa cidadezinhas e lugarejos sobre os quais não tínhamos nenhuma informação. Aliás, nunca sequer tínhamos ouvido falar! É o cao de Aksaray, Nevsehir, Kayseri, Siva, Erzerum e outros lugares. Enfim, nomes que simplesmente não significavam nada para nós. A maior parte, aliás, sem propriamente um interesse turístico. Não valia a pena, portanto, nos desviarmos de nosso caminho.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Vento e paisagens desérticas

Havia também muito menos lugares onde podíamos parar para comer. Ou seja, às vezes, quando encontrávamos algum povoado, aproveitávamos nos abastecer. Assim, comprávamos água mineral, pão ou queijo. Nesses momentos, nosso carro era, aliás, invariavelmente cercado por uma multidão de curiosos, como se tivéssemos chegado de outro planeta.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Paisagem seca

A paisagem tornara-se mais seca, com pequenos trechos mais acidentados, montanhas e vales estreitos onde pastavam cabras e carneiros. Vez ou outra, avistávamos riachos que corriam entre as pedras.
Durante o dia, o vento era constante. Assim, quando soprava de frente nos longos trechos descampados da estrada, não conseguíamos rodar a mais de 90 km/h. Esse forte vento de proa segurava o carro, mesmo onde o asfalto era um pouco melhor.

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O lago branco

Antes de alcançarmos Goreme, avistamos uma grande área branca, clarinha como neve, que parecia um mar. Gelo, porém, não poderia ser, porque fazia calor. Muito estranho, portanto. Estávamos no centro do país. Aquilo não podia ser mar; talvez fosse uma espécie de lago.
Continuamos a nos aproximar. O “lago”, apresentava um aspecto cada vez mais intrigante. Ou seja, era muito brilhante, como se fosse coberto de vidro. Descemos do carro e aproximamo-nos. Andamos sobre o piso branco, quebramos um pedaço e o examinamos: era sal. Em suma, apenas um enorme lago de sal. Bernard arrancou um torrão .
Para temperar um tomate ou alguma coisa

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã: o lago salgado

Os lugares realmente extraordinários: raros

Passei por muitos lugares incríveis em minhas viagens. Gostei de vários. Creio, porém, poder contar nos dedos as paisagens realmente inesquecíveis. Uma delas foi Goreme, na região do planalto de Anatólia central com suas residência trogloditas. Ou seja, instaladas em cavernas escavadas, a maioria delas há seculos. É onde o povo do lugar sempre morou.

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Encantei-me com seus relevos esbranquiçados, suas habitações e igrejas trogloditas. Na época já existia um turismo relativamente importante e diversos pequenos hotéis. Nenhum, porém, muito bom. Assim, por exemplo, quando víamos da estrada uma placa de hotel onde anunciavam que havia “piscina”, esta, entretanto, invariavelmente, estava seca.

De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã:

Lua cheia em Goreme, na Turquia

Creio que a forte impressão que Goreme me causou se deveu em boa parte ao fato de termos chegado lá durante a lua cheia. Foi uma sorte: a paisagem estava simplesmente prateada! Assim, ao cair da noite, seguimos os três a pé por uma trilha entre rochedos. Estes sempre escavados de formas bizarras. Em suma, verdadeiras esculturas surrealistas ressaltadas pelo jogo de luz e sombra do luar.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã: Goreme, na Turquia

Uma paisagem de filme

Era, assim, como se estivéssemos assistindo a um filme. Tínhamos como pano de fundo uma paisagem de ficção científica. Era como se tivéssemos aterrizado em outro planeta. Algumas rochas eram alongadas, brancas na parte iluminada e negras na outra. Caminhávamos em fila indiana. O silêncio total nos provocou até um zumbido no ouvido. Nenhum animal, nenhum cri-cri de grilo, nem sequer um latido, um miado, o piar de uma coruja. Só o silêncio iluminado pela lua cheia.

De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Durante o dia: fascinante, mas nem tanto

Quando parávamos para apreciar a paisagem sentíamo-nos sobre outro planeta ou na lua, tão irreal aquilo nos parecia. O passeio nos impressionou a todos igualmente. Nenhum de nós conseguir falar. Em suma, nada se comparou àquela excursão noturna.
O que visitamos no dia seguinte sob o sol, não foi, portanto, tão fascinante. Nem os rochedos escavados, ou as antiquíssimas igrejas dentro das cavernas. Elas, aliás, tinham seus tetos inteiramente decorados com afrescos.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã balonismo em Goreme

ATUALIZAÇÃO

Amigos que viajaram pela região em 2009 trouxeram da Capadócia lindas fotos. Fiquei estarrecido ao saber o quanto o lugar mudou. Existem hoje em dia atér mesmo hotéis espetaculares, alguns instalados no interior das cavernas de Goreme. Além disso, o turismo local oferece a chance única de um passeio de balão sobre os rochedos espalhados pelo vale. Imperdível!

A caminho do Irã

Faltava ainda um bom trecho para alcançarmos a fronteira iraniana. Foi quando nossa viagem quase acabou mal. Jean-Michel, que nos dissera em Istambul que sabia guiar, nunca o fez, alegando que não trouxera sua carta de motorista.
Era um peso a mais — explicou.
Quantos quilos ela pesa? — perguntou Bernard, irônico.
Quem, portanto, dirigia éramos sempre Bernard e eu. Em um trecho recentemente recapeado, aproveitei-me da ausência momentânea do vento. Como nesse trecho o movimento era mínimo, alcancei na quarta uns 90 km/h. Falaram-me de belas mesquitas em nosso caminho e, nos apressando um pouco, teríamos tempo para visitá-las

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

O acidente

Rodando por uma extensão plana, e sem curvas. Assim, notei ao longe uma nuvem de poeira numa trilha de terra que desembocava na rodovia. Logo percebi que ela estava sendo provocada por um motociclista. Calculei, porém, que fosse parar. Entretanto, o que o maluco fez, seria o equivalente a um motoqueiro sair de repente de uma estradinha de terra e cruzar a Via Dutra sem olhar para os lados.

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O motoqueiro turco

Diminuí, portanto, um pouco a velocidade, buzinei, certo de que ele fosse parar, o que, aliás, seria o mais lógico. Mas, os turcos, pelo menos sobre uma moto, não costumam ser lógicos… Para não perder velocidade, por estar com pressa ou, talvez, por ser realmente insano, não parou. Ou seja, sem pensar duas vezes, atravessou na minha frente.
Afundei o pé no freio, o carro derrapou; quase capotamos, saímos da estrada. Por pouco, aliás, Bernard não estourou a cabeça no vidro. Quando o carro parou, fiquei aturdido por um momento. Jean-Michel, que dormia no banco traseiro, acordou, olhos arregalados.

Um susto

Que um susto! Bernard estava lívido e Jean-Michel perguntava, o que acontecera. Sofrera apenas uma pancada no joelho. Minha testa, porém, doía, pois eu batera a cabeça na porta. Tratamos logo de saír do carro. A uma dezena de metros, avistamos a moto e seu condutor caídos no chão. Ele estava consciente, mas aturdido. Ou seja não conseguia se levantar. Estendi-lhe a mão ajudando-o a ficar de pé. Conseguiu, mas com certa dificuldade. Machucara-se na perna. Sua moto, tinha sofrido bons danos. Olhava-me com um inacreditável sorriso idiota. Ou seja, talvez envergonhado da besteira que fizera. Logo, um Mercedes-Benz elegante, novinho parou logo atrás de nós e um tipo bem vestido, de seus 50 anos, desceu do automóvel. Ele vira o acidente.

Cercados

Camponeses se aproximaram. Comentáramos, no dia anterior, as dicas de guias de viagem publicados na Europa sobre a Turquia. Em caso de acidente, o conselho era sumir rapidamente e procurar seu consulado. Afinal, nesses casos, em princípio, o estrangeiro é sempre o culpado. Turistas envolvidos em acidentes com vítimas chegavam a ser agredidos pelo povo, no campo. No nosso caso, porém, “sumir” era impossível. De um lado, o pára-lama amassara e travara a roda Ou seja, poderíamos, no máximo, rodar em círculos.
Tudo, porém, se passou muito rapidamente. Assim, um carro que, se lembro bem, era um táxi, levou o motociclista para um hospital. Vendo que a temperatura à nossa volta começava a subir, tentamos desamassar o pára-lama e partir. Mas, não conseguimos, sem ter um pé de cabra.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Uma testemunha preciosa

O homem da Mercedes, que se apresentou falando inglês, era um engenheiro. Tivemos muita sorte de tê-lo por ali, pois foi ele quem controlou a situação com os camponeses. E, ainda mais, quando a polícia chegou, foi uma testemunha preciosa. Foi logo contando aos policiais como acontecera o acidente. Isentando-nos, portanto de qualquer culpa. Em seguida, o engenheiro partiu, a polícia nos fez entrar na viatura e nosso Renaultzinho foi, assim, rebocado até a delegacia. Em frente ao posto policial juntou-se logo uma multidão de curiosos. Afinal, absolutamente nada se passava naquela cidadezinha. Ou seja, nós éramos o grande acontecimento. O policial que nos conduziu relatou o acidente ao delegado, que guardou nossos passaportes e nossas carteiras de motorista.

Na delegacia

Explicamos, por gestos e mímicas, com poucas palavras, nossa versão.
Aqui grande estrada, nosso carro aqui, moto ali…
Às vezes, aliás, ele nos perguntava algo em turco e, como não respondíamos, erguia a voz. Finalmente, me irritei. Sorri, para não parecer agressivo. Disse em inglês:
Desculpe-me, não falo turco, mas não sou surdo.
Isso ele entendeu; encarou-me em silêncio por um momento. Depois resolveu chamar um intérprete. Este, entretanto, igualmente, não falava muito bem inglês. Conseguiu, porém, nos explicar que permaneceríamos detidos até a polícia receber notícias do motociclista.
Se algo de grave acontecer a ele, será aberto um processo. Vocês ficarão detidos na Turquia até o julgamento. Em resumo: isso poderá tomar muito tempo.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

O martinicano

Fomos conduzidos ao escrivão. Ou seja: nome, endereço, profissão, nacionalidades, o que fazíamos na Turquia, como foi o acidente. Dessa forma, nós três tivemos que prestar depoimento. Jean-Michel, porém, apesar de não falar praticamente nada de inglês fez questão de destacar por gestos que tinha nos conhecido em Istambul. Quando, porém, disse que nos pagava para levá-lo até o Irã, Bernard interrompeu-o:


Não é bem assim, estamos dividindo a gasolina. O martinicano deu de ombros:
Estou falando a verdade, conheci vocês em Istambul, estava dormindo, não vi nada. Aliás, dividindo ou não a gasolina, estou pagando pelo transporte. Sou, portanto, um passageiro. Fiz sinal a Bernard para deixar quieto. A nossa sorte, aliás, foi que o martinicano não falava quase nada de inglês.

Na sala de espera

Depois do depoimento fomos levados a outra sala onde ficamos sentados num sofá. Os policiais à nossa volta faziam piadas. Ou seja, pareciam achar tudo aquilo muito divertido, o que nos irritou.
Tantos anos depois, relendo as páginas bastante amareladas de meu diário de viagem, acredito que foi sobretudo o depoimento do tal engenheiro que nos salvou.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã: presos no hotel

Hospedados a força em um hotel

Esperamos horas e nem sequer fomos interrogados. Nem entendemos porque nos mantiveram na delegacia. Enfim, já no final da tarde, finalmente, fizeram sinal para seguirmos dois policiais. Nos mandaram entrarmos em uma viatura. Assim, fomos levados até um hotel barato, onde ficamos hospedados na marra. Ainda mais, com dois guardas fardados e armados que vigiavam a porta do estabelecimento. Ou seja, podíamos sair para comer, mas sempre escoltados. Ficamos os três no mesmo quarto. Bernard e eu, porém, mal dirigimos a palavra a Jean-Michel. Na hora do jantar, famintos, descemos até a portaria onde estavam os guardas.
Lokanta? — perguntei, levando a mão à boca, indicando que estávamos com fome. Lá fomos os três para um restaurante, acompanhados pelos policiais. Atrás de nós um monte de curiosos nos acompanhava. E nós pensando no que iríamos comer…

Lokanta vagabundo

Parecia uma procissão, seguidos por crianças, que riam e faziam macaquisses. Um mega espetáculo… Nos levaram numa lanchonete vagabunda. Logo começou a juntar gente em torno dos guardas na porta. Ou seja, todo mundo nos observava da entrada que dava para a calçada. Assim, tivemos que nos sentar à mesa os três do mesmo lado, de costas para a rua.
No dia seguinte, após o café da manhã, uma viatura apareceu para nos recolher, porém apenas Bernard e eu fomos levados. Jean-Michel ficou. Do carro víamos que o martinicano conversava com os guardas.

De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Novo chá de delegacia

Na delegacia, ficamos, assim, esperando o intérprete até o meio da tarde. Quando finalmente apareceu disse não ter novidades.
Talvez amanhã.
Não nos interrogavam mas também não nos liberavam. Depois de esperar um tempão, perguntei aos guardas:
Vamos para o hotel?
Riram e apontaram as celas no fundo do corredor:
Good hotel! Depois sorriu e acabou nos oferecendo uma xícara de chá… Demos um cigarro para ele.

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Esclarecendo detalhes

Finalmente, chamaram-nos apenas para esclarecer detalhes que tinham esquecido de perguntar. Só à noite, portanto, levaram-nos de volta ao hotel. Os guardas ficaram na porta e nós subimos para o nosso quarto. Jean-Michel, porém, liberado, já partira. Aliás, suas coisas não estavam mais lá. O pilantra, porém, nos robou. Ou seja, levou, igualmente, a máquina fotográfica de Bernard e uns cento e trinta dolares da caixa destinada às despesas comuns, como gasolina e hotel. Enfim, nos roubara e sumira, sei lá rumo a alguma fronteira.

Jean-Michel, uma exceção entre os mochileiros

Já comentaram comigo que, nesse meio que frequentávamos, pessoas como Jean-Michel não deviam ser exceções. Nada a ver, porém! O que sempre encontrei mundo afora foram pessoas dispostas a dar dicas, a estender a mão. Mochileiro, em geral, é gente boa. O martiniquês era, portanto, uma exceção à regra. Normalmente, os que cometem roubos são alguns raros junkies dos quais todos desconfiavam. Ou seja, afundados em drogas pesadas como heroína. Assim, completamente quebrados e abandonados pelas famílias, faziam qualquer coisa para sustentar seu vício.

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De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Careta ladrão

Jean-Michel, entretanto, não era um deles. Nem sequer fumava nada além de seu cachimbo de tabaco. Ou seja, era só um mau-caráter que resolvera viajar. Nós sabíamos, porém, que, talvez, com sorte, poderíamos reencontrá-lo mais a frente. Afinal, os estrangeiros que seguiam a “rota de Katmandu” nessa época costumavam passar pelos mesmos países e cidades. Bernard respirou fundo.
— Se ele fumasse mesmo uma erva leve iriam falar que isso o fez nos roubar. Mas ele é apenas um careta ladrão.

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O prazer de tentar alcançar Michel

Mesmo que não recuperássemos nossas coisas, teríamos, certamente, uma certa satisfação de sacudi-lo pelo cangote. Mas, também, era possível que ele, sabendo disso, tivesse desistido do Irã. Poderia ter seguido para a Síria e ou Líbano. Ou seja, é possível que desde o início quisesse nos roubar. Assim, talvez tivesse inventado que iria para o Afeganistão só para nos despistar. Ou, poderia ainda, ter como destino o Paquistão ou a Índia.

De Paris a Katmandu de carro “A Vaca na Estrada” – Estrada para o Irã

Enfim, liberados

Dessa forma, só fomos liberados, depois de a polícia ter sido avisada de que o motociclista sofrera apenas escoriações leves. Tivemos, entretanto, ainda que desentortar o pára-lama do carro num funileiro. O Renault só nos foi devolvido no final da tarde. Como, porém, não queríamos viajar à noite, partimos somente no dia seguinte. Jean-Michel tinha, portanto, três dias de vantagem sobre nós. O fato é que nunca mais o vimos, para sorte dele.
Logo, não tínhamos, assim, muito o que fazer, senão prosseguir nossa viagem rumo à fronteira iraniana.

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Retomando nosso caminho, enfim livres

Sigam o relato:

Sigam esta aventura de carro pelas estradas da Ásia atravessando o Oriente mágico e éxotico que encantou milhares de jovens europeus. Uma experiência vivida pelo autor do livro “A Vaca na Estrada” por países como Turquia, Irã, Afeganistão, Paquistão, ÍndiaNepal
Veja a continuação desta postagem: 05 – O Irã que conhecemos

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