
Lúcio Martins Rodrigues
Sobre o livro
Apresentação: para entender os bastidores da conquista
Apresentação: “O Ouro Maldito dos Incas”, romance histórico, tem como palco a América do Sul do início do século XVI. O livro relata os bastidores, romanceados, da queda do mais poderoso império pré-colombiano.
Vamos lá. Em primeiro lugar, como é possível que um analfabeto, no comando de menos de duzentos homens, conseguiu dominar um império de 12 milhões de pessoas? Um império, aliás, que se estendia do norte do Chile ao Equador atuais. E, ainda mais, seus homens tinham pouca ou nenhuma experiência militar.

Um império sem homogeneidade
Vários fatores colaboraram na conquista espanhola. Por exemplo, a falta de homogeneidade entre as diferentes culturas e etnias que integravam o Império Inca. Ou seja, eram povos conquistados e integrados à força ao império. Este, aliás, era majoritariamente de etnia quéchua. (Nota do autor: O quéchuas eram os incas, povos originários da região de Cusco). Assim, os povos conquistados, aceitavam com relutância o domínio inca. Ou seja, estavam prontos a se rebelar, se tivessem oportunidade para isso.

Os espanhois desembarcaram no Peru num momento histórico favorável
Ou seja, como se não bastasse, o momento histórico especial do Império Inca, quando da chegada dos espanhois favoreceram Francisco Pizarro. Em suima, o império achava-se dividido entre dois irmãos inimigos, Atahualpa, em Cusco e Huáscar, em Quito, no atual Equador. Pizarro, analfabeto, mas hábil, soube, dessa forma, se aproveitar, e muito, dessa conjuntura.

Atahualpa e Huáscar, os irmãos inimigos
A rivalidade entre os conquistadores
Do lado espanhol havia, igualmente, problemas. Como por exemplo, a forte rivalidade entre Pizarro e seu sócio, Diegro de Almagro, uma parceria inicialmente tranquila. Asituação, porém, que agravou insuportavelmente quando os irmãos de Pizarro se integraram à expedição. Ou seja, começaram a semear a discórdia entre pizarristas e almagristas. Isso ocorreu quando os espanhois, finalmente, começaramm a por suas mãos ávidas no ouro incaico.

A obsessão do ouro
Foi, assim, a obsessão de aventureiros embalados pela sede do ouro que possibilitou à coroa madrilenha o domínio de quase todos os territórios da atual América de língua espanhola.
Seus sonhos e temores durante uma jornada de anos a fio na América em busca de riquezas trouxeram, porém, um período de glória para a Espanha. O que muitos, entretanto, ignoram é que esses conquistadores, pagaram um preço altíssimo pela conquista. Quase todos, aliás, nunca puderam usufluir dos frutos da Conquista. Em suma, muitos morreram assassinados. Outros foram executados com a anuência da própria coroa espanhola. Em outras palavras, esse ouro era realmente maldito.

Uma visão da sociedade inca
Com uma visão abrangente do epísódio histórico, incorporamos, assim, ao relato do livro também o drama dos conquistados. Procuramos, igualmente, passar ao leitor, uma visão da sociedade incaica de então, no seu apogeu. Em suma, com seus usos, leis e costumes, sempre curiososos para nós. Se alguns relatos chocam um pouco os mais sensíveis, imaginem o que foi na realidade a Conquista.

A conquista do imenso e populoso Império Inca foi uma longa saga. Os percalsos, dissabores, traições, guerras sangrentas e vitórias ganham dessa forma a profundidade e uma dimensão humana inédita. Ou seja, com a participação de personagens reais e fictícios envolvidos em guerras crueis, massacres, intrigas e amores que envolvem o leitor.
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O fascínio pela cultura inca
Por ser fascinado pela civilização que se desenvolveu e ocupou quase toda a América Andina, estive no Peru, na Bolívia e outras nações andinas diversas vezes. Em suma, visitei tanto cidades que atraem milhares de visitantes, quanto aldeias perdidas em regiões remotas do Altiplano. Desse modo, observei que o idioma quéchua é ainda corrente. E , ainda mais, muitos dos antigos costumes incas são até hoje conservados.

Maravilhosas cidades de pedra
Intrigava-me, entretanto, saber como esse povo ergueu magníficas cidades de pedra, com sistema de escoamento e captação de água. Como conseguiram, com ferramentas de bronze, sem o uso do cimento ou qualquer tipo de argamassa, construir magníficos palácios e templos? Em suma, como em relativamente pouco tempo, em termos históricos, os incas conseguiram criar e manter um império formado por milhões de pessoas de diferentes origens e culturas.

As magníficas cidades de pedra
É igualmente interessante entender como uma civilização tão brilhante, aparentemente muito sólida do ponto de vista econômico e social, e, também, muitíssimo bem organizada, foi conquistada com facilidade. E, ainda mais, por um punhado de espanhóis quase todos analfabetos, maltrapilhos, famintos. A maioria, aliás, inexperiente. E, igualmente, precariamente armados.

A importância das fontes históricas
Em Cusco principalmente, e também em Lima, tive acesso a uma bibliografia rara no Brasil há uma ou duas décadas. Pude, assim, conhecer a obra dos primeiros cronistas que descreveram os costumes incas e o desenrolar da conquista. Confesso que essa rica bibliografia ajudou muito minhas investigações. Minha pesquisa tomou dez anos de minha vida. Além, é claro, resultou em inúmeras viagens ao Peru e a outros países sul-americanos. Mas, foi um prazer, não um sacrifício! Ou seja, Ketty Parpinelli, que participa deste livro como minha mão direita, e eu mesmo, amamos tomar cópo de chicha morada em frente ao lago Titicaca. Com o mesmo prazer, aliás, com que saboreamos um copo de tinto em frente ao Lago Maggiore quando viajamos para produzir nosso vídeos do Canal Youtube “Sonhos de Viagem”.

Devorando livros
Passei, há anos, a literalmente devorar livros sobre o império inca e relatos sobre as vidas de Pizarro, Almagro e de outros conquistadores. Eu os li e reli muitas vezes. Igualmente busquei relatos de época escritos por soldados (os poucos que sabiam ler e escrever…) e por religiosos que participaram dessa extraordinária aventura. São, aliás, importantes poisr deixaram suas impressões registradas no papel. São testemunhos preciosos aos quais dei especial atenção.
Nota do autor
Ressalto que, apesar de meu interesse por História, não sou, entretanto, um historiador, mas um cientista social. Desse modo, zeloso em respeitar os fatos históricos, escolhi contar a conquista do império inca como ela poderia ter sido vivida por um soldado de Pizarro. Ou seja, incorporando o personagem e tomando como referências as fontes que consultei. Este livro é, portanto, um romance histórico. Em outras palavras não um documentário sobre a queda do império inca.

Os espanhois e os demais europeus
Poderíamos nos perguntar: teriam sido os espanhóis mais cruéis do que outros colonizadores europeus? Afinal, portugueses, franceses e ingleses, ao chegar à América viram-se diante de tribos vivendo na Idade da Pedra. Os espanhóis, porém, depararam, nos atuais Peru, Equador e Bolívia – e também no México – com civilizações avançadas. E que possuíam, igualmente, metais preciosos em abundância.

Outros povos europeus, diante de tanta riqueza, teriam agido de modo diferente? Afinal, a escravização de índios não foi igualmente comum no Brasil no início da colonização portuguesa? Ao contrário dos espanhóis, os portugueses ao chegar ao Brasil não encontraram cidades, ouro ou riquezas. Só índios nús… Usaram-os, portanto, como mão de obra. Em suma, escravizaram os nativos.

Realidades diferentes
A realidade, em cada caso foi, portanto diferente. Em outras palavras, os ingleses, igualmente, não encontraram ouro ou cidades na América do Norte. Defrontaram-se ao desembarcar, apenas com aldeias dispersas de diversas tribos. Em suma, povos que viviam basicamente de seus ricos campos com fartura de caça. O que os primeiros colonos fizeram foi massacrar os indígenas e tomar suas terras !

Assim, a verdade é que, em toda a América, os europeus em geral, não apenas os espanhóis, praticaram o que, acredito, tenha sido o maior genocídio da História. Dessa forma, da Terra do Fogo ao Alaska, as potênciais coloniais europeias da época cometeram genocídios. Saquearam quando havia riquezas, mataram, escravizaram, estupraram, tomaram as terras dos índios como fizeram outras nações coloniais europeias. Tudo em nome da Igreja, do cristianismo, sob o pretexto de salvar almas…
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O autor

Lúcio Martins Rodrigues, é graduado pela Séction des Sciences Économiques et Sociales da École des Hautes Études da Sorbonne, em Paris. É autor de diversas obras, algumas sobre suas viagens pelo mundo, além de guias de viagem. Seu trabalho abrange livros, como romances e documentários, além de reportagens para o Jornal da Tarde, do grupo Estado e da Revista Horizonte Geográfico. Viajante inveterado, já percorreu mais de 70 países. Sua mais importante aventura foi uma viagem de Paris a Kamandu. Uma longa aventura atravessando países como Turquia, Irã, Afeganistão (antes da tomada do poder pelo Talibã), Paquistão, Índia e Nepal.

Apresentação
Essa viagem sabática pela Ásia deu origem ao livro “A Vaca na Estrada”. A obra está disponível também em nosso Blog “Sonhos de Viagem”. Em português, é claro, mas igualmente em inglês, francês e espanhol. Ainda mais, centenas de imagens ilustram de toda viagem de Paris ao Nepal, tornando o livro muito mais agradável para se ler em um blog.
Algumas das obras do autor

Uma participação muito especial
Na transferência do conteúdo escrito para a Internet, tive a colaboração de Ketty, minha companheira de viagens. Ajudou-me muito na diagramação e, principalmente me dando uma bela força. Ajudou-me na luta para encontrar imagens que ilustrem todo o livro. Aliás, além desse blog, um canal youtube que tocamos juntos.
Isso nos obriga ao sacrifício de viajar pelo mundo, filmando e fotografando…

Assim, estivemos na Europa três vezes, em quase toda a América do Sul, da Terra do Fogo ao Caribe, e tambérm na Ásia: Nepal, Camboja, Tailândia. Da Tailândia todos nossos amigos já sabem. Por causa da pandemia as fronteiras feharam, vôos fortam suspensos. Dessa forma ficamos retidos durante quase um ano na ilha de Koh Samed onde tínhamos ido para passar uma semana …
Sigam o relato:
Como um analfabeto no comando de menos de duzentos homens, com pouca ou nenhuma experiência militar, conseguiu dominar um império de doze milhões de pessoas ?
Veja a continuação desta postagem: Ouro e Aventura
Você gosta de viajar? Então veja dicas preciosas e fotos dos principais destinos turísticos do mundo:
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facebook.com/sonhosdeviagembrasil
Temos, igualmente, neste blog o livro A Vaca na Estrada, fartamente ilustrado. É o relato de uma viagem sabática, de carro de “Paris a Katmandu” com um amigo francês. Uma longa aventura por desertos e montanhas na Turquia, Irã, Afeganistão (antes do Talibã), Paquistão, Índia e Nepal.

“O Ouro Maldito dos Incas”, Lúcio Martins Rodrigues conta alguns dos mistérios sobre essa antiga e histórica civilização e seu tão cobiçado ouro.