Cultura geral

Arroz, o alimento consumido no mundo todo

Arroz, uma longa história na vida da humanidade

Sabemos que o arroz é consumido no mundo todo. A imensa maioria dos brasileiros, por exemplo, come arroz diariamente. Porém, quase sempre juntamente com feijão. Assim, amigos franceses que viajaram pelo Brasil acharam graça… Arroz e feijão todo dia? Meu Deus, como podem? Para nós, porém, é perfeitamente normal, desde crianças fomos habituados com o arroz e feijão.

Arroz com feijão, o prato dos brasileiros
e de outros latino-americanos

O arroz na Europa, consumido principalmente em forma de risotto

Como eu morei na França muitos anos, entendo. Também adotei a batata que os europeus consomem quase que diariamente. Mas adoro um bom arroz com feijão. Porém, quase todo dia. O arroz na Europa é mais utilizado em pratos como risoto, como acontece na Itália onde consomem também muita massa que igualmene agrada a franceses e aos demais europeus. Aliás, o risotto surgiu na Lombardia, norte da Itália, por volta do século XI, com o arroz trazido do Oriente.

Risotto, a grande contribuição da Lombardia na gastronomia italiana

Arroz em Cuba: “Moros y Cristianos”

Diga-se de passagem, outros povos latino-americanos consomem arroz e feijão todo dia, como os colombianos e cubanos por exemplo. Em Havana um amigo cubano disse que me levaria num restaurante onde serviam comida típica cubana. Fiquei entusiasmado! Sou curioso quando se trata de gastronomia. Quero sempre experimentar especialidades de cada país que visito. Assim, logo que nos sentamos à mesa, meu amigo cubano pediu um prato chamado “Moros y Cristianos”. Fiquei animado, até que o gaçon nos trouxe um prato de arroz misturado ao feijão… Mas, vamos lá: você brasileiro, que consome arroz todos os dias sabe a história desse cereal tão apreciado no mundo todo?

Arroz misturado com feijão, o tal “Moros y Cristianos” dos cubanos

Arroz, um dos primeiros cereais consumidos pelo homem

Em primeiro lugar, saiba que o arroz é um dos cereais mais cultivados pelo homem após a Revolução Agrícola. Em suma, há aproximadamente dez mil anos quando o homem deixou de ser caçador-coletor para se tornar agricultor no período Neolítico. Antes, durante milhares de anos, depois do domínio do fogo, os antigos sapiens, (nossa espécie) já consumiam cereais, como trigo, arroz e cevada. O trigo, aliás, foi, assim o primeiro a ser cultivado no início da Revolução Agrícola, depois o arroz.

Os cereais, o alimento mais plantado pelo homem

Como o fogo favoreceu o consumo do arroz

Enfim, nossos ancestrais coletavam espécies selvagens que encontravam na natureza. Porém, domínio do fogo pelos antigos sapiens, nossos ancestrais, foi essencial para que grãos como o arroz pudesse ser consumido. Afinal ninguém consegue come arroz cru! Aliás, o feijão também ninguém come cru. Ou seja, se nossos antigos ancentrais sapiens não tivem dominado o uso do fogo, com toda certeza, você e eu nunca estaríamos comendo nosso arroz com feijão…

Sem o fogo, nada de arroz com feijão

O que foi a Revolução Agrícola?

Já mencionamos a Revolução Agrícola. Porém, talvez alguns aqui não saibam direito que diabo é isso. Antes de mais nada, não foi a revolta de um povo oprimido contra governantes tirânicos, como a Revolução Francesa e outras da História. A Revolução Agrícola foi simplesmente a passagem da caça e da coleta para o plantio. Isso, porém, mudou a história da humanidade. Em suma, criou um outro tipo de sociedade, com povoados, cidades e mais tarde reinos e impérios, no lugar de tribos isoladas de caçadores.

Risotto de arroz negro, uma iguaria

Arroz, cereal cultivado há milhares de anos

Afinal, o que se sabe é que o plantio do arroz data de 7 ou 8 mil anos atrás. Alguns pesquisadores, porém, acreditam que o arroz já era cultivado na Àsia, esporadicamente pelo menos, há mais de 15 mil anos. Enfim, Antropólogos raramente estão de acordo. Em suma, são como economistas… Na verdade, muitos estudiosos acreditam que o plantio do arroz teria começado no Sudeste Asiático e no vale do rio Yangtzé, na China, estendendo-se depois ao nordeste da Índia. No subcontinene indiano, foram plantadas diferentes espécies. Da Índia o arroz se espalhou para a Turquia, Oriente Médio e África e assim, depois pelo mundo todo.

Arroz, da China para o mundo

Antes do arroz ser plantado já era coletado na natureza

O primeiro tipo de arroz plantado nas Américas tinha origem no grão selvagem, nativo da América do Norte. Enfim, nas Américas, do Norte e do Sul, o arroz já era plantado há uns 4 mil anos pelo menos, por povos indígenas. Ou seja, há milhares de anos antes do primeiro europeu colocar os pés nas Américas. Na Amazônia brasileira nessa época distante os antigos índios já consumiam arroz.

Arroz na Amazônia, junto das floresta

O arroz no Brasil

E no Brasil? Já mencionamos seu plantio na Amazônia em épocas remotas. Depois o cereal foi inicialmente trazido de Portugal, um dos produtores europeus. E, já no início da colonização, os portugueses incentivaram seu plantio na Bahia e outros lugaresem noso país, nas primeiras décadas da colonização. Curiosamente, porém, o arroz só chegou ao Rio Grande do Sul por volta de 1820. Ou seja, pouco antes de nossa independência. Mas, o estado se tornou o maior produtor brasileiro de arroz! Cerca de 70% da produção nacional desse cereal sai das terras gaúchas. Assim, o Brasil quando as colheitas são fartas chega a exportar arroz. Entretanto também importa o produto quando nossa rizicultura é prejudicada por eventos climáticos.

Rio Grande do Sul, maior produtor nacional

Rio Grande do Sul, o maior produtor brasilerio de arroz

Arroz: muitas espécies, inclusive arroz negro

Antes de mais nada, é bom saber que existem diversos tipos de arroz branco, com diferenças sutis de sabores, além do arroz vermelho e negro. Este já crescia na natureza em várzeas e locais sujeitos a inundações. O negro, de sabor amendoado, é , por exemplo, perfeito para risottos. É também mais nutritivo que o branco. Em suma, é um cereal integral, rico em ferro, proteínas fibras e antioxidantes. Porém, ao que parece, a humanidade se acostumou ao branco, mais fácil de preparar e com um visual mais agradável.

Risotto de arroz negro com camarão. Delicioso!

De bicicleta, no meios dos arrozais do Vale de Kamandu

Uma qualidade apreciada no arroz é sua relativa facilidade de adaptação a diferentes climas, solos, relevos e ambientes. Por exemplo, ele se dá super bem nos pampas gaúchos, mas pode também ser cultivado em terrenos acidentados. Nas regiões montanhosas utiliza-se a técnica de plantações em terraços, como observei zanzando de bicicleta pelo Vale de Katmandu no meio de arrozais. Do vale eu avistava igualmente as plantações em terraço nas encostas do Himalaia. Pareciam escadarias gigantes!

De bicicleta junto dos arrozais

As plantações nepalesas em terraço

As plantações nepalesas em terraço são uma antiga técnica agrícola utilizada há milênios. Hoje, aliás, é uma marca registrada do Vale de Katmandu, com suas encostas íngremes. Afinal, em terrenos acidentados o uso de tratores e máquinas agrícolas é inviável. Aliás, as plantações em terraço não são utilizadas apenas no Nepal, mas em todas áreas acidentadas do planeta, como na China e igualmente no Japão.

Plantações em terraço, comum em áreas montanhosas

Viajando e comendo arroz no mundo todo

O arroz, em suma, faz parte da lista dos cereais mais cultivados no mundo em tudo quanto é país e clima, fazendo parte da alimenação de praticamente todos os povos do planeta. Viajando pelo mundo, comemos arroz na América do Sul, no norte da África, nos USA, na Europa e, é claro, na Ásia. Ou seja, o plantio do arroz rivaliza com o do trigo e, principalmente do milho, além da soja e a cevada. Aliás, o milho serve também para a produção do etanol, um combustível.

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Todos nossos vídeos têm o turismo como tema. Assim também, temas correlatos, como “gastronomia em viagem” ou “vinhos em viagem” que igualmente se enquadram no tópico turismo. Nossos vídeos refletem nossa filosofia de viagem e de vida. Portanto, quando viajamos, não queremos apenas visitar atrações turísticas ou curtir belas paisagens. Afinal, isso é parte importante da viagem, sem sombra de dúvida. Curtimos, porém, conhecer a cultura, costumes, a gastronomia do país, sua arquitetura, sua produção artística e sua religião.

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