O cinema brasileiro iniciou-se em 1896 com a primeira exibição pública no Rio de Janeiro. O marco inicial da produção nacional ocorreu entretanto em 9 de junho de 1898. Foi nessa data em que Afonso Segreto filmou a “Vista da Baía de Guanabara”. O cinematógrafo dos Irmãos Lumière, chegava ao Brasil. Ou seja, foi desde então,que o cinema brasileiro consolidou-se através de fases marcantes.

Primeiros Passos e a Ficção (1900–1920)
O Início: Após a sessão realizada no Rio de Janeiro em 1896, a primeira produção de ficção nacional foi “Os “Estranguladores” (1908), dirigida por Francisco Marzullo e António Leal.
Adaptações Literárias: O período entre 1911 e 1926 foi forte em retratar obras da literatura nacional. Mas sofreu pesada concorrência com o cinema europeu e o crescimento de Hollywood após a Primeira Guerra Mundial. Ou seja, sufocaram, temporariamente, o mercado local.
Marcos Históricos e Fases: Na primeira metade do século XX, o cinema brasileiro passou pela transição do cinema mudo para o falado. Esse período foi, aliás, marcado pelo florescimento dos ciclos regionais nos anos 1920. Foi, em suma, quando ocorreu a fundação de estúdios fundamentais. É o caso do Cinédia na década de 1930 e igualmente o surgimento das chanchadas, gênero que dominaria a cultura popular.

Os Ciclos Regionais (1920–1930)
Com a dificuldade de centralizar a produção, o cinema brasileiro descentralizou-se dessa forma em polos regionais:
Ciclo de Cataguases (MG): Impulsionado pelo diretor Humberto Mauro, destacou-se pela estética inovadora e da mesma forma or sua sensibilidade poética.
Ciclos em Recife, São Paulo e Porto Alegre: Focavam em temáticas e identidades locais, tentando assim encontrar uma linguagem genuinamente brasileira.
A Chegada do Som e as Grandes Companhias (Anos 1930)
A década de 1930 trouxe a revolução do cinema falado e também a tentativa de industrializar o cinema no país:
Cinédia: Fundada em 1930 por Adhemar Gonzaga, profissionalizou o cinema brasileiro e lançou assim as bases do musical nacional, revelando artistas como Carmen Miranda.
O cinema passou portanto a ser usado como um importante meio de integração e união da cultura popular. em suma, focando em costumes, no carnaval e igualmente na vida urbana.
Chanchadas (Anos 1930 a 1950): Marcado pela comédia, pelas estrelas da rádio (como Carmen Miranda) e pelo sucesso de público nos estúdios da Atlântida.

Cinema Novo (Anos 1960)
Liderado por cineastas como Glauber Rocha, priorizou assim a realidade social, o povo brasileiro e o lema “uma câmara na mão e uma ideia na cabeça”. O Cinema Novo foi dessa forma, o mais importante movimento cinematográfico brasileiro, surgido na década de 1960. Ele rompeu portanto com o tradicional modelo de superproduções hollywoodianas. Rompeu igualmente com as chanchadas”. Os cineastas focaram em temáticas sociais, denunciando dessa forma a desigualdade, a pobreza e a realidade do povo brasileiro.

As Fases do Cinema Novo
O movimento costuma ser dividido em três fases principais:
Primeira Fase (1960-1964): Focada no realismo e nas mazelas sociais, principalmente no sertão e nas periferias. Destacam-se assim obras com estética documental e de baixo orçamento.
Filme essencial: “Vidas Secas” (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos.
Segunda Fase (1964-1968): Iniciada após o Golpe Militar, reflete a desilusão política e igualmente a angústia dos intelectuais com a censura e a repressão.
Filme essencial: “Terra em Transe” (1967), dirigido por Glauber Rocha.
Terceira Fase (Final dos anos 60 a 1972): Marcada por uma forte influência do Tropicalismo. Utilizava igualmente metáforas, cores vibrantes, alegorias. Juntando dessa forma elementos da cultura pop criticava a elite e o imperialismo.
Filme essencial: “Macunaíma” (1969), dirigido por Joaquim Pedro de Andrade. Trata-se de uma adaptação livre e satírica do célebre romance modernista lançado por Mário de Andrade.

diretores do Cine Novo
A Retomada (Anos 1990)
Retorno da produção nacional após uma grave crise nos anos 80, impulsionada por leis de incentivo e culminando em obras aclamadas internacionalmente. É o caso, assim, como “Central do Brasil e “Cidade de Deus”. Central do Brasil (1998) é uma das maiores obras-primas do cinema nacional, dirigida por Walter Salles. Foi, dessa forma, consagrada mundialmente. Assim, reabriu portas para o mercado internacional durante a fase de retomada do cinema brasileiro. Cidade de Deus é uma das expressões mais importantes da cultura e da história urbana do Brasil. O termo se refere a três realidades conectadas: um bairro real do Rio de Janeiro, um livro marcante e uma obra-prima do cinema.

Cinema brasileiro recente
“Ainda Estou Aqui”: Aclamado drama histórico que se tornou um marco para o cinema nacional, com atuações magistrais de Fernanda Torres e Selton Mello.
“O Agente Secreto”: Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, é um thriller ambientado na década de 1970.
“Velhos Bandidos”: Comédia de ação dirigida por Cláudio Torres, reúne um elenco estelar com Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Lázaro Ramos e Bruna Marquezine.
“O Rei da Internet”: Drama policial e biográfico que narra a história real de Daniel Nascimento, um dos hackers mais famosos do país.
“Homem com H”: Cinebiografia aclamada do cantor Ney Matogrosso, trazendo Jesuíta Barbosa no papel principal.
“A Batalha da Rua Maria Antônia”. (2025), de Vera Egito. Prêmio de Melhor Filme no Festival do Rio em 2023. O bastidores do embate de outubro de 1968, entre estudantes de direita do Mackenzie e da Faculdade de Flosofia da USP, de esquerda.

magistrais de Fernanda Torres e Selton Mello.
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