Dicas de Viagem

Quem entende de geografia viaja melhor e mais barato

Longitude e latitude

Em primeiro lugar é preciso entender a diferença

Longitude

Longitude é a distância medida em graus entre um lugar qualquer e o Meridiano de Greenwich (Londres), o meridiano de 0º. A partir de Greenwich temos 180º de longitude leste e 180º de longitude a oeste. Se tomamos o Brasil como referência, se nos dirigimos para leste, as horas aumentam. Assim, enquanto em São Paulo é nove horas da manhã, em Londres é meio-dia. Da mesma forma, a cidade de Lima, no Peru, a oeste, é duas horas mais cedo do que em São Paulo.
A Linha Internacional de Data (alguns a chamam de “linha da hora”), fica a 180 graus de Greenwich no Oceano Pacífico, pouco antes da Nova Zelândia. O que acontece quando você atravessa a linha da data? Você volta ao dia anterior! Ou seja quando é segunda-feira na Nova Zelândia e Austrália, por exemplo, é terça-feira no Brasil.

Queenstown, Nova Zelândia: quando é segunda-feira por lá é terça-feira no Brasil

Dica importante: Viagens no sentido leste-oeste ou oeste-leste implicam em diferenças de horário com relação a hora oficial aqui no Brasil. Isso bagunça um pouco nosso metabolismo, mexe com nosso sono e até mesmo com os horários das refeições. As oito horas da manhã você fica querendo almoçar, as oito da noite está caindo de sono… O nome disso é jat-leg. 

Latitude

Latitude é a distância do Equador aos polos, medida em graus, de zero a noventa. Assim, falamos que tal lugar está a tantos graus de latitude sul (quando está situado no hemisfério meridional), onde fica quase todo o território brasileiro, e em latitude norte quando nos referimos ao hemisfério setentrional, onde ficam a Europa, América do Norte etc. Assim, quanto mais alta a latitude, seja norte, seja sul, mais frio é o clima. Caso de Estocolmo, por exemplo, a 59 graus de latitude norte. E, é claro, quando é verão aqui no hemisfério sul, é inverno no hemisfério norte. Da mesma forma, quando é primavera aqui no Brasil, é outono na Europa e USA e vice-versa.

Outono na França, primavera no Brasil

Consulte sempre os sites de metereologia

Como sabemos, o planeta está passando por uma mudança climática que somente certos políticos muito ignorantes não reconhecem. Este ano o hemisfério norte teve as mais altas temperaturas de toda sua história. Isso é muito grave. Por isso mesmo, as chamadas temperaturas médias, máximas e mínimas dos últimos vinte anos não são mais tão confiáveis. Dessa forma, o ideal é consultar igualmente a previsão do tempo no lugar que você pretende ir. Só um detalhe: mesmo as chamadas temperaturas médias podem ser enganosas. Como o próprio nome indica, trata-se da média. Ou seja, a temperatura média é, por exemplo, de 10º , mas de madrugada pode estar 5º e as duas da tarde os termômetros marcarem 15º. Assim, para você, é mais importante ter como referência a temperatura a tarde quando, normalmente, estará passeando debaixo do sol numa temperatura muito mais amena. Mas, é pouco provável que as quatro da manhã você esteja passeando pela cidade. Estará, isso sim, dormindo debaixo das cobertas num quarto aquecido.

Estocolmo, só o verão tem temperaturas suaves

Altitude

De modo geral, cidades situadas em latitude semelhante deveriam sempre temperaturas médias mais ou menos iguais. Deveriam, mas nem sempre é assim porque há outro poderoso fator que interfere nas temperaturas: a altitude. É o caso de La Paz, capital da Bolívia, com latitude semelhante à do sul da Bahia, mas uma cidade meio fria, pois fica a quase 4 mil metros snm.

La Paz, meio fria até no verão

Lugares mais altos são sempre mais frios do que os situados ao nível do mar. Ou seja se quiser ter uma ideia do clima no lugar que pretende visitar, considere sempre esses dois fatores, latitude e altitude. Claro, há ainda outros quesitos a serem considerados, como correntes marítimas por exemplo. Assim, Lima, junto do mar, não é quente como outras cidades na mesma latitude, devido à corrente fria que acompanha a costa do Oceano Pacífico. Finalmente, é bom considerar que quanto mais alta a latitude (mais perto dos polos), mais os dias são longos no verão e mais curtos no inverno. Ou seja, no inverno, nas altas latitudes, você tem menos horas de luz e aproveita menos o dia. Da mesma forma, no verão pode escurecer bem tarde. É o caso de lugares como Ushuaia, na Terra do Fogo, por exemplo. Já nas regiões próximas ao Equador essa diferença é insignificante.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é image-13.png

Vai estar chovendo?

Muita gente se preocupa apenas em saber se vai estar frio ou calor nos lugares que pretende visitar. É claro que frio ou calor extremos podem tornar qualquer passeio desagrável. Mas, de modo geral, o que mais incomoda não é tanto a temperatura, mas a chuva, que pode estragar qualquer programa ao ar livre. Um outro detalhe: “época chuvosa” em alguns países não significa que chova o tempo todo. Num país onde chove pouco a estação “úmida” tem pouca precipitação.

Chuva estraga qualquer programa ao ar livre

A importância dos mapas

Je deparei com pessoas que viajaram por alguns países e mal conseguem distinguir num mapa onde ficam os lugares que visitaram. Nós do “Sonhos de Viagem” consideramos o conhecimento de Geografia como importante para uma boa cultura geral e essencial para quem, como nós, está sempre viajando. Quem é fera nesse assunto pode até ignorar algumas dicas, mas, para muitas pessoas podem ser útil. Um bom começo é olhar mapas com atenção, localizando os lugares que selecionou em seu roteiro de viagem.

Mapa: fundamental em qualquer viagem

O globo

A primeira coisa para aprender a localizar países e continentes é dar uma boa olhada no globo terrestre, ou seja, reconhecer onde ficam os continentes, entender sua localização e onde ficam os países. Comece situando o Brasil, como ponto de partida, depois África, Europa, Ásia, Oceania, reconhecendo em primeiro lugar os continentes. É claro que, hoje em dia, com o avião você pode fazer roteiros os mais mirabolantes, como Peru, Espanha e África do Sul, em um mesmo plano de viagem. Mas, o mais lógico, prático e econômico é organizar roteiros por continente, se possível com países vizinhos uns dos outros.

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Os roteiros por continente

Os continentes tem características próprias. Por isso mesmo, os roteiros obedecem a lógicas diferentes. O continente europeu, por exemplo, é pequeno e os países igualmente. Assim, França, um dos grandes países europeus, é 15 vezes menor do que o Brasil. Ou seja, mais o menos o tamanho do Estado da Bahia. Assim, dá para incluir num mesmo roteiro três ou quatro países europeus. Novamente, tomando a França por exemplo, em pouco mais de uma hora você está na Bélgica, tomando um TGV (Trem de Grande Velocidade). Mais uma hora e pouco você chega na Holanda. Mais rápido, às vezes, do que ir de um bairro a outro de São Paulo.

Paris-Bruxelas-Amsterdã, viagem de uma 2h20 apenas. (Veja no mapa!)

Paris
Bruxelas
Amsterdã

Destinos próximos uns dos outros, o roteiro ideal

O mais lógico é agregar num mesmo plano de viagem países próximos. Sai mais barato e seu tempo rende mais. Por isso, em nossas viagens escolhemos roteiros por região geográfica. Por exemplo: países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finândia), ou Portugal e Espanha, ou ainda Países Bálticos (Estônia, Letônia, Lituânia). O importante, por isso mesmo, é entender um pouco de geografia e olhar mapas ao bolar um roteiro de viagem. Ou seja, obedecer uma lógica, começar pelo norte e ir descendo para o sul, ou o contrário. Ou de leste para oeste e vice-versa.

As três nações Bálticas vizinhas

Nós do “Sonhos de Viagem”, assinalamos num mapa todos os lugares que queremos visitar, normalmente com uma bolinha vermelha. Depois examinamos as estradas se formos viajar de carro. As auto-estradas a pedágio são rápidas, perfeitas quando você quer ir de um lugar a outro sem ir parando pelo caminho. Por outro lado, você não vê muita coisa. Como, geralmente temos tempo, preferimos estradinhas rurais, para poder apreciar a paisagem, atravessar povoados pitorescos, parar para fotografar. Ou mesmo, comprar queijo ou vinho em uma fazenda.

Estradinha rural no centro da Itália

América do Sul

Na América do Sul, por exemplo, a realidade é outra. Os países são, quase sempre, muito maiores. As distâncias entre os principais destinos podem implicar em muitas horas de viagem. As soluções que adotamos nesse caso é tomar avião ou ônibus leito-noturno, que têm a vantagem de terem preços bem acessíveis, se comparados aos do transporte aéreo. Em muitos países são ônibus brasileiros com carroceria Marco Polo, super confortáveis.

ônibus leito

Mais uma vez, reforçamos: entenda a geografia da região, olhe o mapa. Dá para incluir num mesmo roteiro Peru e Bolívia, por exemplo, ou Equador e Colômbia. A Argentina é um país grande, o segundo maior da América do Sul, depois do Brasil. Mas, as atrações de maior interesse na Argentina, tirando Buenos Aires, ficam perto dos Andes. Do outro lado é o Chile. Assim , dá para visitar uma atração do lado argentino, cruzar os Andes e visitar outro lugar de interesse no Chile. Mas, se você quiser visitar direito diversos luigares em ambos os países, não dá para ficar cruzando a fronteira uma dezena de vezes.

Acompanhando os Andes – Argentina e Chile

Então, bolamos um roteiro descendo a Argentina até a Terra do Fogo, no extremo sul do país, passando por Bariloche e Perito Moreno. Na Terra do Fogo atravessamos para o lado Chileno e fomos subimos para o norte, visitando Puerto Natales, Torres del Paine, Chiloé, Valdívia, Pucón e, finalmente Santiago, quando atravessamos para a Mendoza, na Argentina. Acompanhe o roteiro no mapa se pretende fazer o mesmo. De Mendoza tomamos ônibus cama noturno (super confortável!) até Salta e Jujuy. De lá foi fácil chegar à Quebrada de Humahuaca, uma Argentina que poucos brasileiros conhecem. Diferente, com seus paredões de pedras verdes, vermelhas.

Pumamarca, Quebrada de Humahuaca

Três destinos em países diferentes

Da Quebrada de Humahuaca, de Tilcara, por exemplo, dá para se chegar à Salina Grande, no Altiplano (“Puna”). Depois é possível atravessar novamente para o Chile para chegar ao Atacama, outra mega atração chilena. Do Atacama pode-se dar uma esticada até o Salar de Uyuni na Bolívia. Há excursões bate-e-volta de 4 dias a partir de San Pedro do Atacama. Veja no mapa para entender!

Mapa – Quebrada de Humahuaca, Atacama, Uyuni

Esse é um roteiro interessante, que permite conhecer atrações de primeira grandeza em três países diferentes, lembrando que cada trecho implica em mais de 400 km, boa parte estradas de montanhas, em alguns locais a altitude ultrapassando 4 mil metros. Na região do altiplano chileno, junto do Atacama, onde ficam os famosos gêiseres, a altitude se aproxima de 5 mil metros. Mas são paisagens rudes, de rara beleza.

Paisagens extraordinárias em três países

Estados Unidos e Canadá

Os Estados Unidos, por sua vez, tem seu interesse. O problema é que as chamadas “cerejas do bolo” – Nova York, New Orléans, Miami, Washington, as Montanhas Rochosas e a Califórnia (destaque para San Francisco, onde já morei) ficam longe. De carro tomei cinco dias para atravessar do lado Atlântico dos USA (Nova York) ao Pacífico (San Francisco), sem muita coisa de interessante no caminho.

Veja as distâncias:

New York-Miami: 2.065,1 km *** New York-New Orleans: 2.100,3 km *** New York – San Francisco: 4.676,5 km)
New York-Washington:  (361,7 km) *** New Orleans-Miami: 1.389,3 km 

Ou seja, nos USA, temos, quase sempre, que recorrer ao avião. No Canadá é a mesma coisa. O mais interessante é o Québec (o Canadá de língua francesa), as Rochosas e Vancouver, no Pacífico. Assim, visto as distâncias, os roteiros em ambos os países devem incluir trechos aéreos.

Veja as distâncias:

Vancouver a Ottawa: 4.365,1 km *** (4.365,1 km) *** Toronto a Ottawa: 450 km *** Vancouver a Toronto: 4.172,8 km

Ásia

Nepal

Na Ásia, visitamos o Nepal, a Tailândia, a Índia, e o Cambodia. A Índia e a Tailândia, por exemplo, são países grandinhos. O mais fácil é o Nepal, bem menor, que pode ser percorrido de ônibus ou carro com motorista, já que é mão inglesa e estradinhas perigosas. Entre Pokhara e Katmandu, por exemplo, pode valer a pena fazer o trecho por terra para apreciar a paisagem e voltar de avião.

Nepal, Índia e Tailândia podem ser roteiros para uma mesma viagem,
para quem tem liberdade de tempo

Na Índia

A partir de Nova Delhi, a capital, é possível visitar de carro, trem ou de ônibus, lugares como Agra, onde fica o famoso Taj Mahal, Benares (Varanasi) e o Estado do Rajastão, onde estão as cidades mais interessantes da Índia, como Jaiphur, Jhodpur, Udaipur e Jaisalmer. Mas, distâncias maiores, como de Delhi a Mumbay (antiga Bombaim) e a Cachemira, é mais tranquilo fazer de avião, mesmo porque, na estradas da Índia roda-se lentamente.

Cachemira Indiana

Na Tailândia

Na Tailândia, a mesma coisa: para visitar as maravilhosas ilhas do sul, como Phiphi, Lanta e outras, o melhor é o avião ou então trem ou ônibus leito noturno, viagem de uma noite toda. E depois, ainda tem que tomar um ferry até essas ilhas paradisíacas.
Para lugares como ShukothaI, o melhor é o trem. Chiang Mai, conhecida como “A Rosa do Norte, é ainda mais longe, mas além do trem e ônibus, pode-se tomar um avião, pois a cidade tem aeroporto. Enfim esses são outros destinos preciosos na Tailândia.

Sul da Tailândia

Cambodia

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é image-12.png

Também de Bangkok é possível ir a Siem Riep, no Camdoja, ao lado das ruínas de Angkor Wat, o maior conjunto de templos do mundo, Patrimônio da Humanidade. Nós tomamos ônibus-leito de Bangkok a Siem Riep, uma noite inteira de viagem. Bem confortável, aliás. Ainda no Cambodia, há uma ilha linda, Koh Rong, mas é outra viagem noturna em ônibus leito até o porto de onde partem os barcos para a ilha. Do Cambodia também é possível chegar a Saigon, no Vietnã, tomando-se um ônibus.
Além do lado geográfico é fundamental igualmente saber selecionar as atrações mais importantes em cada destino. No caso do Cambodia é Angkor Wat.

O Vietnã pode, por sua vez, ser percorrido de trem ou de ônibus pois há muitas atrações entre Saigon no Sul e a capital Ho-Chi-Min, no norte. Ou seja, ir parando pelo caminho.

Oceania

A Oceania, que engloba entre os principais destinos turísticos o Tahiti, na Polinésia Francesa, a Nova Zelândia, (dividida em Ilha do Norte e Ilha do Sul), e a Austrália é, para os brasileiros, uma longa viagem rumo ao leste. Primeiro até Santiago, no Chile, depois Papeete, a capital do Thaiti, Auckland, na Nova Zelãndia e Sidney, na Austrália.

Bora-Bora, Tahiti

Assim, você atravessa a Linha Internacional da Data. Trata-se de uma linha imaginária a 180°, de Greenwich no meio do Oceano Pacífico, que já mencionamos acima.
Mas, queremos ressaltar que é uma roteiro muito diferente dos demais, inclusive porque, se você tiver tempo sobrando pode dar uma paradinha em Santiago e incluir a capital chilena nessa viagem, embora o Chile não fique na Oceania.

Os trechos sobre o Pacífico são longos e todos aéreos. Assim, há uma enorme diferença de geografia entre cada destino. No Tahiti, por exemplo, fica a lindíssima Bora-Bora com suas águas de vários tons. A Nova Zelândia, por sua vez, é dividida em duas ilhas com paisagens vulcânicas, picos nevados e lagos. A Austrália fica bem do lado, mas é bem diferente, muito maior, com territórios desérticos onde saltitam cangurús. Em, suma, lugares bem diferentes uns dos outros, espalhados pelo Oceano Pacífico.

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Frase rotativa em diversos idiomas no aeroporto de Estocolmo:
“Sou um cidadão do mundo, minha pátria é em todo lugar”

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