Ásia

Viagem para Katmandu, no Nepal

Durbar Square, Katmandu, no Nepal

Viagem para Katmandu

Estive em Katmandu anteriormente, poucos meses antes do mega terremoto de 2015. Dei sorte. Todos seus belíssimos templos estavam, então, intactos. Posteriormente, quando soube da destruição causada pelo terremoto fiquei deprimido. Ainda mais eu, que amo este país onde já estive muitas vezes. Logo ao chegar em Katmandu, capital do Nepal, fiquei super-ansioso em ver o que sobrou do conjunto de templos de Durbar Square em Katmandu.

Durbar Square em Katmandu, antes do terremoto

Katmandu pós terremoto de 2015

Deixei minha bagagem no hotel e imediatamente fui dar uma espiada. Os dois maiores templos no final da News Road, aqui em Katmandu foram completamente destruídos. Senti uma pontada no coração. Um deles está sendo reerguido. Por outro lado, o templo principal virou um monte de entulho. Assim também, antigo palácio real, ao lado, também desapareceu. Por sorte, muitos templos não chegaram a ruir. Enfim, muitos estão sendo sustentados por escoras de madeira. Mas o principal, onde eu sentava com os amigos para conversar, virou pó. A foto abaixo mostra o templo destruído. Sobraram apenas os degraus.

Templo principal do Durbar Square em Katmandu após o terremoto de 2015

Por outro lado, na Durbar Square, por um verdadeiro milagre, várias velhas construções tradicionais de tijolinhos e telhados no estilo pagode mantiveram-se de pé com suas lindas janelas esculpidas à mão.

Imóvel antigo poupado pelo terreno de 20015, em Katmandu, no Nepal

O templo menor, à direita, dedicado a Shiva e Parvati, sua esposa, permaneceu de pé. Assim, você pode ver as divindades na janela do templo, observando do alto a movimentação das pessoas indo e vindo ali na entrada do Durbar Square.

Templo de Shiva e sua esposa Parvati em Katmandu

Katmandu no Nepal, muito mudada após o terremoto de 2015

Na realidade, Katmandu mudou muito. Parece uma contradição, mas a cidade está com uma cara nova, prédios novos, o aeroporto completamente reformado e mais organizado.
Conversei muito com nepaleses sobre o assunto. Pelo que soube, japoneses e chineses principalmente, mas igualmente europeus e americanos investiram pesado neste pequeno país. Comentaram conosco, entretanto, que a corrupção desviou parte do dinheiro. Enfim, parece um país sul-americano que conheço…

Paredes rachadas após o terremoto em Katmandu, no Nepal

Medidas preventivas contra terremotos em Katmandu, no Nepal

Medidas contra futuros terremotos também foram tomadas. Os prédios eram antes todos construídos apenas com tijolinhos, sem colunas de concreto e ainda, com o mínimo de argamassa, assim como este acima. Reparem nas paredes rachadas.
Assim, procurando geralmente manter o revestimento de tijolinhos vermelhos característicos das construções nepalesas, os prédios e casas têm agora colunas de concreto com armação de ferro, muito mais resistentes a terremotos. Posteriormente são revestidas com tijolinhos. Logo, o estilo é preservado, mas à prova de tremores de terra.

Os belos imóveis antigos de Katmandu

Dicas de viagem sobre Katmandu

Visto no aeroporto de Katmandu

Vou passar umas dicas para quem desembarca no aeroporto de Katmandu, que está agora muito mais moderno. Saiba primeiramente que você consegue um visto no aeroporto mesmo, mas tem que pagar por ele. O valor depende de quanto tempo você deseja ficar no país.
Pedimos visto de 30 dias, pagamos 50 U$ cada um. Esse visa, se você quiser ficar mais tempo no Nepal, pode ser renovado no serviço de imigração da capital. É o que pensamos em fazer. O máximo são três meses.

Trinta dias de visto no aeroporto na chegada a Katmandu

Para renovar seu visto, uma dica

Outra dica, é melhor pedir a renovação de seu visa quando ele estiver mais próximo de expirar. Assim, se seu visa ainda tem uns vinte dias de duração vão estranhar que você peça uma renovação. Logo, se quiser obter mais facilmente uns trinta dias para ficar no país, peça um visa para trekking. Foi o que fizemos. Essas marchas pelo Himalaia tem como base a cidade de Phokara. 

A Freak`s Street em Katmandu atualmente

A região da Freaks Street

Nos “velhos tempos”, os estrangeiros, hippies principalmente, se hospedavam na Freak Street (rua dos malucos…) e imediações. Nessa época hash e maconha corriam soltos, as pessoas fumavam nas ruas, cafés e restaurantes.
O hash, por outro lado, era utilizado em algumas cerimônias religiosas onde os estrangeiros eram benvindos. Com a chegada do turismo convencional a festa foi acabando, mas ainda hoje te oferecem o tempo todo na rua e quem fuma o faz mais discretamente.

Katmandu, cidade das motos

Thamel, ponto de encontro dos estrangeiros em Katmandu

Hoje o buxixo mudou para o Thamel, na minha opinião, atualmente, a melhor região para se hospedar em Katmandu. Hotéis, casas de câmbios, bares, cafés, restaurantes, mercadinhos, farmácias, lojas de todo tipo. Curiosamente vendem cada loja um pouco de tudo. Assim, num comércio você encontra máscaras hindus, pinturas tibetanas, mas também leite em pó, saquinhos de batata frita, chocolates, roupas… 

Katmandu, mudou tanto (até o traçado das ruas) que eu, que me orientava com facilidade na capital nepalesa, onde estive várias vezes, chego a me confundir. Era um expert em Nepal e cheguei a escrever alguns relatos de viagens, além de reportagens para o Jornal da Tarde, do Grupo Estado. 

Ricksha em Katmandu

O ricksha

Quem fica um tempo em Katmandu logo vai aprendendo a se locomover no labirinto medieval de suas velhas ruas. As outras opções são o táxi ou o rick-shaw, uma bicicleta de 3 rodas com um banquinho atrás para duas pessoas. Acho meio colonialista um rick-shaw, porque o “taxista” tem que pedalar duro. Por outro lado, se ninguém utiliza os rick-shaws como essa gente vai sobreviver? Na foto uma conhecida turista profissional conhecendo esse meio de transporte que nunca utilizara antes…

Andar de ricksha, um experiência interessante em Katmandu

A experiência de pedalar um rickshaw

Na Índia pedi licença a um proprietário de ricksha para guiar um veículo desses. Primeiramente minha intenção era medir o esforço de transportar pessoas nesses engenhos. No começo, até embalar, é meio pesado, depois é mais tranquilo. Por outro lado, nas subidas é muito cansativo.

Quis experimentar. Pedi a um amigo francês que subisse como passageiro e pedalei uma quadra numa rua plana. Não foi tão cansativo. Assim, quando utilizo esse veículo e tem subida pela frente, como sei que é pesado, desço e acompanho a pé o “motorista” até chegarmos numa área plana. Do mesmo modo, quando estamos numa descida o rick-shaw pega velocidade. Aí chega a dar medo. Vai que vai, num zig-zag entre carros e numerosas motos.

O trânsito caótico de Katmandu; milhares de moto ocupam as ruas

O trânsito caótico de Katmandu

A circulação em Katmandu é caótica, não há regras de trânsito. Não existem tantos carros, mas uma quantidade de motos de arrepiar, chega um momento em que ninguém anda. Além dessa infinidade de motos e lambretas, existem ainda os rick-shaws e carroças puxadas à mãos ou por búfalos. Além disso, raramente existem calçadas e você precisa tomar extremo cuidado ao caminhar pelas ruas. Carros e motos passam raspando em você. É enfim, de admirar que os acidentes sejam raros. O Nepal tem centenas de deuses. É para isso mesmo que servem!

Agora vamos falar sobre o dinheiro no Nepal ?

Dinheiro nepalês

Pobres milionários

Fomos trocar U$ 200 numa casa de câmbio. Recebemos 120 rúpias por dólar. Ao voltar para o hotel espalhamos o dinheiro em cima da mesa e nos sentimos milionários.
Pouco mais tarde fomos comer uma pizza num restaurante ao lado do hotel. Pedimos também duas cervejas nepalêsas, que não existiam antigamente e queríamos experimentar-las. A conta saiu por mais de mil rúpias… 

Trocar dólares: só aceitam notas novinhas

Por outro lado, é bom anotar: na Ásia, como acontece em alguns países sul-americanos, as casas de câmbios só trocam notas de dólar em excelente estado, implicam até com uma manchinha quase invisível. Tem que ser novinha! Do mesmo modo, um insignificante risco na nota, um carimbo qualquer, já faz com que ela seja recusada.

Rúpias Nepalesas

Nepal, um país barato

Por outro lado, tudo pesado, o Nepal é muito barato: comida, hospedagem e táxi. Ficamos num pequeno hotel perto do Thamel, que é também um centro de ioga. O público é o mais variado: gente de todas as idades. Pagamos 18 dólares quarto grande com banheiro, wi-fi, água quente impecável e ar condicionado quente e frio.

Principais atrações próximas a Katmandu

O vale de Katmandu

Antes de mais nada, lembrem-se: a capital é apenas o início da viagem. Assim, no Vale de Katmandu mesmo, há duas outras cidades lindonas. Patan, a cinco km de Katmandu e Bhaktapur, a vinte, antigas capitais no tempo em que o Nepal se resumia a esse belo vale junto do Himalaia.

Bhaktapur, outra cidade linda no Vale de Katmandu

A um dia de viagem de Katmandu

O Nepal tem outros lugares bem bonitos, como Phokara, ponto de partida para quem vai fazer trekking e escaladas no Hilamala.
Desde já, é bom saber: a viagem de ônibus de Katmandu a Phokara toma um dia inteiro. Há ônibus de linhas regulares entre as duas cidades, mas são bem ruizinhas. Por outro lado, existem ônibus turísticos confortáveis ligando Katmandu a Phokara. Mas, peça foto e informações sobre o veículo: os bancos reclinam, tem toalete?

Enfim, pessoal, nossa intenção é produzir vários vídeos sobre esse pequeno e encantador país. Este é dedicado apenas ao primeiro contato. Nos aguardem!

Querem saber mais sobre o Nepal? Assistam nosso vídeo!


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