América do Sul

Mar del Plata, na Argentina

A etapa seguinte foi Mar del Plata, uma cidade balneária na Argentina com praias que, para nós, brasileiros, não têm graça. Enfim, era nosso caminho para o sul e, com boas opções de hospedagem, ainda mais, baratas fora da estação. Assim, tomamos o busão na estação Retiro, em Buenos Aires, não é longe do centro. Um ônibus ótimo, semi-cama, com duas poltronas de um lado e uma só do outro. Portanto, espaçosas e muito confortáveis. Como classe executiva de avião.

Mar del Plata, principal estação balneária argentina

Nossa intenção era de percorrer um trecho da Patagônia Atlântica para, na altura de Viedma, cruzar para Bariloche, na Patagônia Andina, muito mais interessante do que a Atlântica.  Assim, começamos nossa viagem para o sul por Mar del Plata, a principal estação balneária argentina, lotada no verão. Muitas casas e apartamentos em Mar del Plata, são imóveis de veraneio pertencentes a portenhos com certas posses. Esses imóveis ficam vazios quase o ano todo. Caminhávamos, portanto, a maior parte do tempo, por ruas vazias, mas que ficam entupidas de gente na alta estação.

Mar del Plata, na Argentina

Estávamos já no começo do outono e as águas são frias em Mar del Plata, na Argentina. De qualquer forma, não viemos à Argentina para ir a praia. Mar del Plata tem mar e areia de tons cinzentos. A areia é, assim, meio dura. Por que você acham que os argentinos, quando podem, vão para Santa Catarina, no Brasil? Enfim, Mar del Plata é o lugar mais perto de Buenos Aires, com boa infraestrutura de turismo e fácil comunicação com a capital.

Aquário de Mar del Plata, na Argentina

O aquário de Mar del Plata, na Argentina

Em Mar del Plata, das atrações, o Aquário foi a mais interessante. E não pelos peixes, essa parte é pobre. A principal atração eram os shows com focas, aves amestradas e até lêmures, primatas trazidos de Madagascar.

Lá você tem um espaço para conviver com lêmures de perto. Sobem em cima de você sem a menor cerimônia!  Esses lêmures, porém, (esses ao menos…) são muito mansos e não mordem ninguém.  

Com os lêmures, no aquário de Mar del Plata, na Argentina

Para tranquilizar os politicamente corretos, os animais desse aquário, como focas, leões-marinhos, pinguins e outros animais eram bichos doentes que foram recolhidos e tratados, não caçados. Portanto, parabéns a los hermanos argentinos!

Ketty com os lêmures em Mar del Plaza, na Argentina

O Tren Patagonico

Mar del Plata é uma cidade agradável, mas seu interesse turístico é limitado. Era simplesmente nosso caminho, um dos trechos da viagem rumo ao sul. Assim, depois de uns dias em Viedma, resolvemos prosseguir. Nossa intenção era tomar o trem transpatagônico de Viema para Bariloche. É super confortável, com cabine, bar, restaurante. Chegamos, porém, a Viedma na segunda feira e fomos descobrir que o trem, nessa época do ano pelo menos, só parte às sextas-feiras… 

O fim dos trens 

Fica mais uma dica para quem quer fazer uma viagem semelhante: não há quase mais trens de linha na Argentina, como no Brasil e outros países sul-americanos. Os trens viraram uma atração turística, fora de temporada há poucas partidas. Lamentável para nós que estamos acostumados, na Europa, por exemplo, a utilizar o trem como transporte regular.
O pior é que Viedma é uma cidade absolutamente sem graça.
Dessa forma, passar dias e dias em Viedma não nos animou. Ou seja, desistimos do trem. Mais uma dica: se pretender tomar esse trem pesquise no site da companhia os dias em que ele parte de Viedma. A outra opção era o ônibus.

Ônibus da empresa Don Otto de Mar del Plata na Argentina a Bariloche: parece confortável, mas as poltronas são duras e reclinam pouco

Descobrimos que havia um ônibus direto de Viedma, para Bariloche, que ligava a Patagônia Atlântica à Patagônia Andina. Seriam 18 horas através de uma região desértica. Não teríamos outra alternativa. Enfim, era um ônibus noturno e acreditávamos que poderíamos dormir. Apagaríamos alguns quilômetros depois de Viedma e acordaríamos em Bariloche.
O ônibus, entretanto, não era nada confortável. Dessa forma, não dormimos direito.
Nas raras ocasiões em que o ônibus parava em algum povoado poeirento de casinhas de adobe perdido no meio da Patagônia acabávamos despertando para espiar pela janela, meio desanimados com essa viagem. Às vezes, pela janela, deparávamos com um arremedo de estação rodoviária numa rua de terra, iluminada por luzinhas amareladas.

A experiência da viagem de Mar del Plata, na Argentina, até a Patagônia Andina não nos desanimou

Nessa série de blogs sobre bastidores de nossa viagem pela América do Sul decidimos falar também das roubadas. Essa foi uma.
Não queremos, entretanto, desanimar ninguém com relação a viagens de ônibus pela América do Sul. Quase todas as viagens que fizemos de ônibus pela América do Sul foram em veículos confortáveis. Assim, a maioria era equipada com a carroceria brasileira Marco polo, estilo cama ou semi-cama e com toilette. Este de Viedma para Bariloche excepcionalmente foi uma canseira. Buy-bye Vedma! 

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