Europa

Florença – Guia Completo

Sempre tive em minhas viagens, uma forte ligação com Florença. Ou seja, estive algumas vezes nessa cidade linda. Tenho, igualmente amigos por lá, que me hospedaram em uma de minhas viagens. Ainda mais, numa época da minha vida, tinha, igualmente, por lá, uma amiga fiorentina muito especial.

Florença, na Toscana

Convivi também, durante quase três meses, com dois fiorentinos em Katmandu, no Nepal, uma época de minha vida. Foi uma oportunidade, dessa forma, de aperfeiçoar meu conhecimento e me expressar melhor em italiano, já que conversávamos o dia todo na língua de Dante.

Florença, um patrimônio artístico fabuloso

A capital da Toscana é uma das cidades italianas que mais atrai turistas

A cidade é a coqueluche do turismo italiano. Dessa forma, acolhe europeus, norte-americanos, japoneses, chineses, sul-americanos e turistas de tudo quando é país. Aliás, a maior parte dos brasileiros que desembarcam na Itália não deixa, igualmente, de dar uma chegadinha à cidade de Michelangelo.

Florença, no centro da Itália

Afinal, Firenze (em italiano) foi o berço do Renascimento. Assim, sob as asas protetoras da poderosa família Medici, acolheu, arquitetos, escritores, filósofos, astrônomos. Alguns pensadores, visados pela Igreja foram, também procurar asilo em Florença, república independente onde os papas não tinham muita influência.

Como ir para Florença

Florença tem ligações aéreas (pouco práticas), ferroviárias e rodoviárias com as principais cidades italianas. Se você pretender passar vários dias em Florença, saiba, antes de mais nada, que carros não podem circular pelo centro histórico. Você não poderá, portanto, usar o automóvel e, ainda mais pagará estacionamento, que é caro. Só hotéis mais sofisticados possuem garage.

Florença, no centro da Itália

Para quem vem do Brasil, há voos de Guarulhos para Milão e Roma. Dessa forma, quem vai visitar igualmente atrações no norte da Itália, o ideal é desembarcar em Milão. Se, porém, você têm intenção de visitar lugares no sul da Itália ou no centro, o melhor é pegar vôo para Roma. Não se esqueça, aliás, que, Roma, a capital italiana, já é um destino turístico de primeira grandeza.

A melhor época para visitar Florença

Nós, do Canal do Youtube “Sonhos de Viagem” não somos extremistas. Ou seja, calor ou frio excessivo não é conosco. No verão, ainda mais, a cidade fica entupida de gente, museus ficam lotados, tem fila para tudo. Ônibus de excursão despejam na cidade turistas dos cantos mais remotos da Europa.

Florença: os campos à sua volta, perfeitos para percorrer de carro

Assim, hordas provenientes do Amegaristão Oriental, por exemplo, além de godos e visigodos invadem Florença.
E, antes de mais nada, convém lembrar, na alta estação as passagens aéreas estão mais caras e, assim também, os hotéis.

Primavera e outono, uma delícia

Desse modo, se na alta temporada você conseguir se aproximar a menos de dez metros da Monalisa, no Uffizi, já é uma proeza. Em uma: você um vencedor!
No inverno, por outro lado, algumas atrações podem estar fechadas e, além disso, faz frio, venta.

Florença, na primavera, no centro da Itália

Em resumo, primavera e outono, como acontece na maioria dos destinos turísticos no mundo, são épocas mais agradáveis. As paisagens também estão muito mais bonitas. Ou seja, ficam floridas na primavera, e assumem belos tons amarelos ou avermelhadas no outono.

Rua de Florença na primavera

Gastronomia

A culinária toscana, não se apoia apenas nas massas, mas igualmente nas carnes. Dessa forma, um dos pratos mais tradicionais fiorentinos é, por exemplo, sua deliciosa bisteca. Eu já provei uma vez, em outra viagem à Toscana, e amei. Procurei, entretanto, um pequeno restaurante familiar onde os fiorentinos comem. Evitamos, portanto, aqueles que oferecem “menus turísisticos” em tudo quanto é língua, que às vezes são pega-trouxas.
Circulando pela cidade, notamos que, além dos restaurantes, deparamos com lojas de queijos, frios e outras especialidades regionais, que sempre queríamos provar.

Algumas especialidades toscanas

  • Ossobuco di vitella alla Fiorentina – Ossobuco de vitelacom cebolas e molho de tomate;
  • bistecca alla fiorentina  – bisteca de vietala com batata;
  • Pici al ragù di guanciale – Javali ao molhos e temperos locais
  • Tagliolini ai funghi porcini – Massa tipo tagliolini com cogumelos porcini;
  • Affettato misto di salumi Toscani – Frios mistos de salame toscano;
  • Pazenella – cebola, tomate, manjericão ao azeite de oliva, co algumas gotinhas de vinagre de vinho tinto;
  • Crostini di polenta con patè di fegato di pollo alla Toscana – Croutons de polenta com patê de fígado de frango da Toscana.
Florençca: uma gastronomia diferenciada

Vinhos toscanos

Alguns bons vinhos toscanos (ordem alfabética)
– Brunello di Montalcino – ChiantiVino nobile di Montepulciano
-Bianco della Valdinievole – Bianco di Pitigliano
– Bianco vergine Valdichiana – Bolgheri – Colline Lucchesi Montecarlo
– Moscadello di Montalcino – Rosso di Montalcino
– Rosso di Montepulciano – Vernaccia di San Gimignano

Florença e seus vinhos

Toda a Toscana produz bons vinhos. Dessa forma, sabendo disso, rodamos pela região, passando ao lado de grandes vinhedos que se espalham pelos vales. Algumas vezes, aliás, parávamos para degustação e, vinícolas. São vinhos bons, mas, de produção pequena e comercializados em âmbito regional, apenas.

Florença: vinhedos próximos à cidade

Hotéis em Florença

Nós conseguimos um estacionamento no centro histórico. Mas, devolvemos o carro. Não se pode rodar pelo centro histórico que, aliás, pode ser percorrido a pé, a melhor maneira de curtir Florença. Você verá alguns veículos passando pelo centro histórico, mas, repare no selinho no vidro: são moradores.

Florença: boa opções de hospedagem de diferentes preços

A região mais prática para se hospedar no centro histórico de Florença é nas proximidades do Duomo. Além de ser perto de algumas atrações, por ali você depara com lojas de roupas, barzinhos, encontra onde comer, trocar dinheiro, agências de turismo etc.

Florença, centro histórico

Hospedagem no centro histórico

Certamente, muitos hotéis nessa região são meio caros, mas, há igualmente opções econômicas. Assim, ficamos em um soggiorno, espécie de pensão. Era no segundo dar, não tinha elevador. O quarto, porém, era limpo, de bom tamanho e tinha TV e banheiro. Uma curiosidade meio maluca: tinha pia, ducha e, passando por ela, encontrava o vaso sanitário…
Já mencionamos que a alta temporada tem turista demais e pode fazer muito calor. No auge da temporada, ainda mais, é preciso reservar. Conseguir um desconto na alta estação, só se você for muito pé quente…

O centro histórico

Florença possui um número incrível de atrações: praças, palácios, museus, antigas igrejas, imóveis medievais e renascentistas. Só para visitar as principais atrações, é bom ter tempo. Por sorte, muitas delas estão concentradas no centro histórico, uma ao lado da outra.

Florença, centro histórico


A principal atração de Firenze, porém, é a própria cidade. Ou seja, nós ficamos três dias, apenas para perambular pelo centro, observar sua arquitetura renascentista, curtir seus monumentos. Caminhamos igualmente, até o rio Arno. desfrutamos da vista do Ponte Vecchio. Paramos, igualmente, para tomar uma taça de chianti na Piazza de la Signoria. Em resumo: não perdemos a oportunidade de perambular pela cidade, sem pressa.
Com relação às atrações, são tantas, que elas mereceram uma postagem especial:Atrações turística em Florença“.

A Peste Negra na Itália

Essa pandemia resultou na morte de 75 a 200 milhões de pessoas no mundo. O pico em Florença e em outras partes da Itália medieval ocorreu entre 1347 e 1351. Aliás, a Peste afetou toda a Europa, mas , principalmente a Península Itálica.
Ou seja, nas outras regiões do continente europeu, as populações viviam principalmente em aldeias espalhadas, diminuindo o contágio. Na, Itália, porém, existiam mais cidades, e, assim também, maior concentração urbana e aglomerações.

Florença a Pestre Negra

Na época a Igreja Católica considerou a a Peste Negra como um castigo de Deus porque muita gente faltava às missas. Foi um tiro no pé! Ou seja, com as pessoas aglomeradas nas igrejas o contágio aumentou muito. Em resumo, quanto mais rezavam, mais morriam!

Pobres gatinhos!

Igualmente, a disseminação da peste foi atribuída pela Igreja aos gatos, associados à feitiçaria. Dessa forma, muitas mulheres foram, junto com seus gatos, queimadas vivas pela Inquisição. Isso, porque eram gatos pretos. Assim, por qualquer motivo,eram denunciadas aos torturadores da Igreja.

Gatinhos pretos eram queimados vivos com suas donas suspeitas de bruxaria

O extermínio dos felinos, entretanto, só piorou as coisas, porque os transmissores, na realidade, eramos ratos e as suas pulgas. Ou seja, ao exterminar os seus predadores naturais, a Igreja fez com que a mortalidade aumentasse. Nem certo psicopatas de Brasília fariam melhor!

A peste prejudicou a produção artística em Florença

Enfim, com a pandemia se espalhando por toda parte, e com um gigantesco número diário de mortos, gente morrendo no meio da rua, a Itália virou de ponta cabeça. Tudo parou, muita gente se trancava em casa, tendo medo até do vizinho da porta do lado. Nas cidades maiores, como Roma, ou Florença, foi ainda pior. Mais gente, mais contágio.

Florença – Itália

Morreram camponeses pobres, artesãos, comerciantes, pessoas que faziam trabalhos braçais e, igualmente, nobres e ricos. Dessa forma, muitos artistas também morreram. Aliás, ninguém, aterrorizado com a peste, pensava em arte naquele momento trágico. Assim, o grande impulso artísticos das décadas anteriores acabou se perdendo.
Somente depois de passada a pandemia os artistas fiorentinos começaram de novo a produzir.

Curtiu Florença? Ótimo. Mas, saiba em primeiro lugar, que a Itália tem, igualmente outros lugares incríveis para você conhecer Dê uma olhada:

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