Livro: A Vaca na Estrada

016 De Paris a Katmandu de carro – “A Vaca na Estrada” – As uvas de Allah

Os radicais islâmicos no Paquistão

A uvas de Alah. Quando estive no Paquistão as coisas estavam tranquilas. Hoje, porém, a situação está complicada em todo o país. Assim, radicais islâmicos dominam as áreas montanhosas do país. São belas regiões, antes visitadas por turistas. Depois, infelizmente, acabaram ocupadas por grupos talibans. Ou seja, pelos que passaram a mandar na região. Assim, as mesquitas também viraram centros de recrutamento.

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Os atentados

Atentados como o ocorrido em Rawalpindi aconteceram igualmente em Lahore em outubro de 2009, causando dezenas de mortes. Aliás, no mês anterior, outro ato terrorista ocorrera contra o Hotel Marriott, frequentado por ocidentais e, igualmente, pela elite paquistanesa. Hotéis internacionais, sempre foram, aliás, alvos dos radicais ligados ao Talibã.

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Ignorância, sempre propícia aos radicais

O problema é que o país continua mergulhado na pobreza e na ignorância. Ou seja terrenos férteis para pregações religiosas radicais. Podemos nos perguntar como é possível alguém ser convencido a colocar um cinto de explosivo na cintura. Ou seja, se matar, provocando o máximo de estrago. Procurando, igualmente, matar o máximo de gente. Os pobres diabos que têm o azar de estar no lugar errado na hora errada.

O Oriente Médio e o terrorismo

Lembrei-me que tinha sido muito bem recebido em casas de muçulmanos em minhas viagens. Na Turquia e também na Argélia. Gente boa, estudada e nada fanática. É lamentável, portanto, toda generalização. Ou seja, que, no Ocidente, o Islã como um todo seja estigmatizado. Classificado sempre como radical e terrorista. Simplesmente, não é verdade. Radicais existem em todas as religiões. Já vi dezenas de denúncias que mesmo entre os cristões há radicais. Evangélicos fanáticos já invadirem templos católicos para destruírem imagens de santos. Coisa que ateus e agnósticos nunca fazem. Não dão bola. Dizem que não perdem tempo quebrando estátuas…

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O conflito palestino-israelense: um agravante

O terrorismo islâmico e a cegueira ocidental

Pelo menos em parte, o fanatismo islâmico se beneficia da cegueira política ocidental. Mais exatamente da norte-americana, e de Israel. A insistência israelense em implantar e manter colônias em território alheio é um grande erro. Em suma, indiretamente acaba incentivando o terrorismo. A verdade é que Israel descumpre sistematicamente resoluções da ONU. Assim, a política israelense, é um tapa na cara dos muçulmanos. Convivi em Paris e no Brasil com judeus moderados e mesmo com pacifistas. Discordam dessa política.

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Um preço político alto

A política sionista custa caro aos israelenses. Em suma, essa política de Israel enfraquece os palestinos moderados e, indiretamente também fortalece os radicais. Para ser claro, admiro muito o povo judeu. Mas discordo, porém, da política do governo israelense. Um governo, diga-se de passagem, religioso e de extrema direita. Além do mais, não só os palestinos pagam um preço alto por essa política, mas os próprios israelenses também.

Morrer por Allah

Ou seja, por que não poderiam os mulás convencer pobres diabos paquistaneses analfabetos e fatalistas a morrer por Allah ? Ainda mais, em troca da vida eterna no Paraíso?
O Islamismo, afinal, oferece a salvação a miseráveis que nada têm nesta vida: nem comida, nem casa, nem dinheiro, nem mulher (para muitos deles, um “bem”).

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Morrer em nome da fé pode, portanto, ser um bom negócio. O paraíso muçulmano é material, de fartura, com direito a iguarias e sexo. Tudo o que o infeliz não tem por aqui. Alguns falam em 72 houris, ou virgens, à espera, no paraíso, do felizardo morto em nome de sua fé. Para nós, infiéis, isso pode parecer esdrúxulo. Já escutei gente fazendo piada: “Onde Allah consegue tantas virgens assim hoje em dia?” Pensei em outro aspecto, o machismo intrínseco ao Islamismo. E as mulheres? Que graça iriam achar em um paraíso assim? Talvez apenas as lésbicas. Os gays também não gostariam.

As virgens de Allah

A parcela mais inculta da população no mundo todo toma, entretanto, cada palavra do Corão, da Bíblia ou dos textos védicos ao pé da letra. Dessa forma, acredita em tudo o que está escrito ali e nem imagina o que significa essa “simbologia”. Isso vale para todas as religiões. Portanto, não se enganem. Radicais ignorantes existem em todas as religiões. Espertalhões também.

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Apenas uma interpretação ?

Há quem sustente que uma tradução inexata do Corão no Oriente Médio seria responsável por uma interpretação errônea da palavra houris. Ela significaria, igualmente, “uvas brancas”. Ou seja, o fiel se explode, chega ao Paraíso crente que lindas e ávidas donzelas o esperam. É, porém, recebido por um velhinho de turbante, que lhe estende um cacho de uvas brancas… “Tome, meu filho! Você tem toda a eternidade para saboreá-las; faça-o devagar

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O mundo da ilusão

Da mesma forma, alguns acreditam que se autoflagelando podem alcançar desse modo a salvação. Até mais: o perdão de seus pecados. Estive uma vez em Mumbay durante um festival islâmico. Assim, notei, por exemplo, pessoas se chicoteando, as costas ensanguentadas. Eu, porém, não precisava ir tão longe. Em Juazeiro, na Bahia, durante a Quaresma, é realizado um ritual semelhante. Em suma cristãos se penitenciando. Ferem a si mesmos com chicotes com lâminas. Aliás, práticas semelhantes são comuns em diferentes credos, lugares e épocas.

E no Brasil?

É cada vez mais evidente que o ser humano pode ser convencido a cometer os atos mais insanos. Dessa forma, na Índia, gurus seduzem ocidentais a ponto de serem considerados deuses. E, no Brasil e em outros países, seitas religiosas cristãs, adoram “bispos” corruptos. Esses têm programas de TV e constroem templos suntuosos. Convencem ingênuos ignaros a lhes entregar seus modestos salários, seus rendimentos, seus bens.

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Ficar rico? Basta fundar uma igreja…

Não estou comparando seitas religiosas com terroristas. Certas seitas e “igrejas” são apenas máquinas de fazer dinheiro. São espertalhões, não terroristas. Quando falo de “certas igrejas”, estou me referindo àquelas que todo mundo sabe quais são. Seus dirigentes volta e meia são investigados por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha. Sem falar de se imiscuírem na política. Dessa forma sempre se aliam às altas lideranças políticas mais corruptas. Cristãos apoiando ditaduras e tortura. Algumas delas são extremamente hábeis em convencer, explorando as fraquezas humanas com argumentos falaciosos.

TV religiosa de madrugada

Uma vez, sem sono, de madrudada, escutei na TV, no Brasil, a pregação do pastor de uma seita religiosa. Falava às suas ovelhinhas. Enfim, lá estava o homenzinho, de braços abertos e voz firme. Falava para seu fiéis aparvalhadaos. Insistia no dízimo para ajudar a obra de Cristo. Dirigia-se a gente sem cultura, geralmente de baixa escolaridade. Afinal, é difícil pessoas mais informadas, mais escolarizadas, acreditarem num papo furado daqueles. Mas, esses pastores não param. Basta ver que pregam em dezenas de TVs dominadas por espertalhões. Em suma, Jesus é o caminho, eles são o pedágio…

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A lavagem cerebral

Você, que se esforça, trabalha tanto e nada consegueNão vê que algo o impede de alcançar seus objetivos?” Aí, começaram os “depoimentos”. “Eu bebia muito, batia na minha mulher e não parava em emprego algum. Era sempre mandado embora. Depois que passei a frequentar a igreja, parei de beber e tudo ficou bem”. Algumas igrejas contratam “profissionais” para esse teatro. Hábeis, portanto, em inventar “depoimentos”.
Enfim a “igreja” um balcão de negócios estava ali para resolver isso. Basta acreditar. E, principalmente, creditar… Alguns seitas mais ricas organizaram até mesmo suas milícias. Logo serão nossos talibãs…

Ovelhas

Não apenas muçulmanos fanáticos são, enfim, convencidos a se auto-imolar por uma crença. Quero, portanto, lembrar o suicídio coletivo promovido pelos adeptos cristãos de Jim Jones na Guiana, em 1978.
Ovelhas, aliás, vi milhares na Nova Zelândia e em outros países que visitei. Quando eu passava pela manhã elas estão de cabeça baixa, pastando. No final do dia, quando eu voltava, continuavam ali. Ou seja, sempre voltadas para o chão, pastando. Ovelha não pensa, só pasta, é conduzida. Ou seja, é rebanho, é gado…

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Siga o relato:

Siga esta aventura de carro pelas estradas da Ásia. Atravesse o Oriente mágico e éxotico que encantou milhares de jovens europeus. Uma experiência vivida pelo autor do livro “A Vaca na Estrada” por países como Turquia, Irã, Afeganistão, Paquistão, ÍndiaNepal
Veja a continuação desta postagem:
017 Rumo ao Pendjab, na Índia

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